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27 de Maio de 2012

Notícias

Perícia criminal do Rio tem falta de
profissionais e salários baixos

Sobraram vagas no último concurso para peritos no Estado

Do JR | 07/07/2011 às 22h38
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A diretora do Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro, Nely Reis, diz que a perícia criminal está bem equipada, mas faltam profissionais. Os salários não passam de R$ 5.000 e, no último concurso para peritos, sobraram vagas.

- Nós temos peritos muito bem graduados, com muitos estudos e fica difícil, com salário baixo, continuar. Mas muitos permanecem por gostarem do que fazem.

Os passos da perícia influenciam o rumo de toda a investigação. Às vezes, um detalhe que eles percebem na cena do crime pode desvendar um assassinato. Quando os peritos não conseguem descobrir de que arma a bala partiu ou qual a origem do armamento, aumenta-se a chance de o crime ficar sem resposta.

Assista à reportagem:

 


Quando uma investigação começa mal, o erro compromete as etapas seguintes. O inquérito fica parado nas delegacias, no Ministério Público e muitas vezes sequer chega à Justiça.

O Rio de Janeiro é o Estado com maior número de assassinatos não solucionados. Só em uma sala da Promotoria há 15 mil casos de assassinatos que permanecem sem solução. Em apenas 1% desse amontoado de inquéritos, o criminoso foi identificado, mas ainda não houve punição.

A juíza federal Taís Ferraz fala em “falta de investimento histórico nas polícias civis”.

- As Polícias Civis ficaram ao longo do tempo sucateadas, por falta de investimento de pessoal, por falta de investimento de recursos de equipamentos, falta de informatização.

O sociólogo Ignácio Cano diz que, quando o homicídio está relacionado ao crime organizado, a solução é ainda mais difícil. 

- Nossos homicídios muitas vezes estão relacionados a crime organizado, disputa entre facções, que são crimes muito mais difíceis de esclarecer do que homicídios entre pessoas conhecidas ou do que crimes passionais, por exemplo... Muitas vezes o cadáver aparece, ninguém sabe exatamente como morreu. Outras vezes as pessoas sabem mas têm muito medo de represálias, se elas forem testemunhar. Então, os elementos para investigar esses crimes são bastante fracos.


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