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27 de Maio de 2016

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Greve de policiais e bombeiros no Rio
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PM pune cerca de 120 policiais com transferência
do sul do Estado para Baixada Fluminense

Batalhão de Volta Redonda registrou maior número de inquérito por desobediência

Do R7 | 13/02/2012 às 15h38
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A Polícia Militar transferiu cerca de 120 policiais do 28º batalhão, em Volta Redonda, região sul do Estado, para unidades na Baixada Fluminense como represália pela participação dos transferidos na greve da corporação, que começou na quinta-feira (9) passada, após uma assembleia no centro do Rio.

Ao menos 129 PMs do batalhão de Volta Redonda foram presos por desobediência, no entanto, na própria sexta-feira (10), foram soltos no período da tarde.

De acordo com nota da assessoria da Polícia Militar, as transferências foram julgadas necessárias pelo Comando da Polícia Militar porque foi a unidade da PM com maior número de policiais indiciados em IPM (Inquérito Policial Militar) por crime de desobediência.

A nota diz que “o comando da Polícia Militar utilizará todas as medidas legais necessárias para impedir qualquer ação contrária à ordem pública e aos interesses da sociedade”.

O comando informou que monitora todos os batalhões e alega que não houve paralisação de qualquer atividade nos batalhões.

Prisão

Com a prisão de mais um líder grevista, subiu para dez o número de bombeiros presos por estarem à frente do movimento que pede reajuste de salário e melhores condições de trabalho, incluindo o cabo Benevenuto Daciolo, o primeiro a ser preso. Segundo o Corpo de Bombeiros, os guarda-vidas que haviam sido punidos administrativamente por falta trabalharam normalmente neste domingo (12) em seus respectivos postos de salvamento.

A assembleia foi marcada durante uma manifestação neste domingo (12) em Copacabana, na zona sul do Rio, que pediu a libertação dos líderes presos. Cerca de 400 pessoas se reuniram com camisetas, faixas e cartazes em protesto pelas prisões dos militares e pela manutenção deles no presídio de Bangu 1, na zona oeste, e não em unidades prisionais militares.

Uma das representantes do movimento, Cristiane Daciolo disse que o marido, o cabo Daciolo, principal líder dos bombeiros grevistas, está sem comer há cinco dias.

- Ele está em uma cela de quatro metros quadrados, sem comer desde que foi preso, apenas bebe água porque está angustiado. Ele é um homem de bem e foi preso de forma arbitrária. O movimento foi enfraquecido, mas nós não vamos parar.

Cristiane disse que na próxima terça-feira (14) vai se reunir, em Brasília, com a comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados para tentar um encontro com a presidente Dilma Roussef para pedir anistia aos militares presos, além da transferência para presídios militares.

Para o ex-deputado federal Babá (Psol), a prisão dos líderes provocou um terror nas categorias e, por isso, o número de manifestantes no protesto foi considerado baixo. A deputada estadual Janira Rocha (Psol), que foi flagrada em interceptação telefônica conversando com Daciolo sobre a greve no Rio e na Bahia mantém a mesma opinião.

- Houve uma operação desmonte. Houve a criminalização dos grevistas, grampo telefônico fraudulento e uma pressão política dentro dos quartéis. O número de presos também não bate com o que tem sido divulgado oficialmente. Temos informações de mais de 800 presos. Estão colocando uma tampa em uma panela de pressão que vai explodir a qualquer momento.

O sargento Paulo Edson Nascimento, que teve a prisão temporária decretada disse que iria se apresentar no quartel de Nova Iguaçu assim que a manifestação terminasse. Ele estava acompanhado da mulher e dos filhos.

- Eu não tenho porque fugir, mas a minha missão era estar aqui hoje.

Sindicatos de policiais civis divididos

Presidente Sindicato dos Policiais Civis, Fernando Bandeira criticou os colegas do Sindpol, que também representa a categoria, por suspenderem a greve sem uma assembleia com a categoria.

- A greve por parte dos policiais civis não acabou. O que eles fizeram foi uma traição. Eles deve ter feito algum acordo com a chefia de polícia. Chegaram a sugerir que eu saísse do comando do sindicato porque estaria desgastado. Eu não vou sair. A greve está mantida.

O presidente da Associação do Samu do Estado do Rio de Janeiro, Leandro Santos Vabo, disse que o serviço está operando com apenas 30% da capacidade porque, em 2008, todos os funcionários do serviço foram substituídos por bombeiros.

Equipe da TV Globo foi hostilizada

Durante a manifestação em Copacabana, uma equipe de reportagem da TV Globo foi hostilizada por um grupo de aproximadamente cem pessoas. Aos gritos de “fora Globo”, eles seguiram a equipe até o carro da emissora e atiraram garrafas, latinhas, entre outros objetos no veículo. Ninguém ficou ferido.
 


 
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