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27 de Maio de 2012

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PM que perdeu perna conquistou sonho de
entrar para a corporação há dois anos

Agende 31 anos ferido por granada na Coroa corre o risco de perder a outra perna

Gabriela Pacheco, do R7 | 01/07/2011 às 05h50
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Pela primeira vez desde o ataque de criminosos com granada no morro da Coroa, região central do Rio de Janeiro, há seis dias, o policial militar Alexander de Oliveira, de 31 anos, abriu seus olhos e viu sua mulher, na última quinta-feira (30), segundo familiares. Logo em seguida, ele voltou ao coma induzido. O PM está em estado grave e teve a perna direita amputada.

Na manhã do último sábado (25), ele acordou com o plano de ir trabalhar na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no morro da Coroa e depois viajar para casa em Resende, no sul fluminense, para jogar futebol, uma de suas paixões. Uma granada na comunidade carioca, porém, mudou sua vida. 

De acordo com familiares, o PM sonhava em ser policial. Oliveira tentou três vezes passar no concurso da polícia. Ele largou o trabalho de nove anos em uma montadora de veículos quando passou para a turma de 2009.

Com a instalação de UPPs na capital, o policial foi transferido de Resende para o Rio. A mulher e os dois filhos - uma menina de quatro anos e um menino de dez anos - ficaram no sul fluminense. Desde o ataque, a família está em um hotel para visitar Oliveira, que permanece internado em coma induzido - para não sentir dor - no HCPM (Hospital Central da Polícia Militar), no Estácio, na zona norte.

Uma junta médica avaliou a perna esquerda que sofreu lesões, entre elas uma fratura exposta na canela. Segundo o primo Luiz Augusto, a situação do pé é o mais preocupante.

- Houve uma melhora no seu quadro, pois as doses dos remédios estão menores. Ele ainda recebe ajuda para respirar e permanecerá sedado por uns 15 dias pelo menos, pois a dor na hora dos curativos deve ser insuportável. Nossa maior preocupação é com o pé esquerdo. Ele está sendo muito bem tratado pela equipe médica.

Relembre o caso

Os policiais receberam informações sobre a presença de três homens armados próximo à saída do túnel Santa Bárbara, que liga o centro a Laranjeiras, na zona sul. Assim que chegaram, eles foram atacados.

Um dos criminosos teria sido baleado na troca de tiros, mas todos eles conseguiram fugir. Três policiais foram socorridos pelo quarto policial que participava da operação e não foi ferido. Um menor de idade foi apreendido por estar supostamente envolvido com o ataque.

Apenas o policial que perdeu a perna permanecia internado na última quinta-feira (30). O PM atingido no pescoço foi liberado na quarta-feira (29) e o terceiro recebeu alta do hospital na segunda (27), de acordo com a assessoria da Polícia Militar.

O ataque surpreendeu até mesmo a polícia, já que, embora a venda de drogas ainda ocorra, ataques a policiais em comunidades pacificadas são pouco comuns. A região recebeu a 15ª UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) já instalada no Rio em fevereiro deste ano e conta com 203 policiais.

O objetivo do projeto, segundo o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, é a tomada do território e o fim do domínio de criminosos armados.


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