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22 de Dezembro de 2014

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Polícia Civil continua buscas nesta terça-feira por 27 fugitivos de presídio em Bangu

Até as 22h de segunda-feira (4), quatro fugitivos haviam sido recapturados

André Paino, do R7 | 05/02/2013 às 02h00

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A Polinter, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, continua nesta terça-feira (5) as buscas pelos 27 fugitivos do Instituto Penal Vicente de Piragibe, do Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária), 31 detentos fugiram pela rede de esgoto na manhã do último domingo (3). Quatro foram recapturados até as 22h de segunda-feira (4).

Na segunda-feira, o secretário da Seap, coronel Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, admitiu que houve falha no sistema de segurança da unidade prisional e não descartou o envolvimento de inspetores na fuga dos detentos.

— Queremos saber onde foi a falha, se foi uma falha casual ou se foi uma falha intencional, objeto de corrupção ou algo do gênero. Não se trata de um presídio de segurança máxima.

O coronel contou que, por ser uma unidade de regime semiaberto, não há necessidade de grandes investimentos, e disse que ficou surpreso com a fuga, já que esses detentos estavam em processo de ressocialização.

— É uma unidade que não há necessidade para grandes investimentos em termos de tecnologia ou segurança. Com o passar do tempo, esses detentos começam a receber diversos benefícios, como visita periódica de familiares e visitas íntimas. Estou surpreso não pela fuga em si, mas por estarem em uma fase em que os presos já cumpriram a pior parte de suas penas.

Carvalho explicou que, embora os 31 fugitivos cumpriam pena em regime semiaberto, eles não tinham o benefício de sair da prisão. Para que um detento possa fazer atividades fora da penitenciária, é necessário que uma empresa ofereça trabalho para ele.

— Você [o detento] tem que ter um empregador que se manifeste em contratar a sua mão de obra. Uma vez que esse empregador tenha se manifestado, isso será encaminhado para a Justiça, que vai analisar a empresa. Somente assim o preso poderá exercer, na plenitude, o regime semiaberto.

Condenado pela morte de Tim Lopes está entre os fugitivos

Um dos condenados pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, em 2002, na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, zona norte, está entre os 31 presidiários que fugiram do Instituto Penal Vicente Piragibe na tarde de domingo. Conhecido como Xuxa, Claudino dos Santos Coelho foi condenado em 2005 a 23 anos e seis meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e formação de quadrilha. Do total de fugitivos, quatro foram recapturados pela polícia.

Na época do julgamento do caso Tim Lopes, Claudino disse que trabalhava como sorveteiro no Complexo do Alemão. Ele não admitiu envolvimento com o tráfico de drogas. Outros seis acusados foram condenados pela morte do jornalista.

A fuga

Segundo o coronel, o túnel utilizado para a fuga dos 31 detentos fica no pátio onde os presos recebem visita e tinha cerca de 5 m de extensão.

— Já existia esse tampão no pátio e foi a partir dele que os presos começaram a fazer o buraco até chegar à galeria de esgoto, por onde percorreram cerca de 450 m até conseguirem escapar, já do lado de fora do presídio.

O secretário não soube explicar quando os detentos fizeram a escavação. Segundo ele, os quatro homens que foram presos, ainda dentro da galeria, não deram detalhes da fuga.

— Talvez, por conivência de algum agente penitenciário, alguém saía da cela e fazia a escavação. Os presos não costumam delatar, por medo de retaliação.

Durante as buscas, os agentes encontraram um cordão que, segundo o secretário, poderia servir como guia para que os fugitivos não se perdessem nas galerias de esgoto.

— Isso nos deu a entender que alguém já tinha feito o trajeto da fuga antes para mostrar o caminho aos demais fugitivos.

Buscas

Na segunda-feira, a polícia fez buscas na zona oeste. Na favela Vila Vintém, em Padre Miguel, três suspeitos foram presos e foram apreendidos drogas e armamentos pesados. Além dos três presos, os PMs apreenderam dois fuzis calibre 7,62, duas pistolas 9mm e drogas ainda não contabilizadas. De acordo com o comandante do Batalhão de Bangu (14º BPM), tenente-coronel Carlos Eduardo Sarmento, policiais também vasculham a Vila Kennedy e a favela da Metral, em Bangu.


 
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