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23 de Novembro de 2014

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Polícia Civil realizou operação em
Madureira para evitar nova invasão à Serrinha

Agentes tinham informações que tráfico planejava retomar investidas

Mario Hugo Monken, do R7 | 01/02/2011 às 14h33

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A operação  da Polícia Civil do Rio de Janeiro que resultou na prisão de 23 traficantes nesta terça-feira (1º) em favelas de Madureira, na zona norte, ocorreu porque agentes descobriram que os bandidos pretendiam uma nova invasão ao morro da Serrinha, no mesmo bairro.

A Serrinha foi palco de vários confrontos entre traficantes rivais em setembro e outubro. Na época, criminosos baseados no Complexo do Alemão pretendiam assumir o controle da venda de drogas no local. Após a morte do bandido conhecido como Parazão, que teve a cabeça cortada e exposta em via pública, os confrontos cessaram.

Segundo um agente, os traficantes estavam reunindo armas, muitas delas escondidas nos morros do Juramento, do Juramentinho e no Complexo do Cajueiro, todos na zona norte, para invadir a Serrinha. Os policiais não detectaram a data que o ataque poderia ocorrer.

As investigações indicam que a invasão seria comandada pelos traficantes conhecidos como Claudinho CL e Biscoito, atualmente refugiados no morro da Mangueira, na zona norte.

- Eles [traficantes] queriam invadir a Serrinha mais do que nunca depois do prejuízo que tiveram no Complexo do Alemão e na Penha com a ocupação - contou um agente.

Na operação desta terça-feira, os policiais apreenderam um fuzil, uma metralhadora, munições e dois motores de carros.

Entre os 23 presos, está um suspeito identificado como Heitor Sinval Vasconcelos, que é compadre do traficante Polegar, principal líder da facção criminosa que atua no Complexo do Alemão.

Vasconcelos, segundo as investigações, fornecia armas para os bandidos do Alemão, principalmente fuzis novos, sem qualquer uso. Ele trazia o armamento do Paraguai. O material entrava no Brasil por Ponta Porã (MS), passava por São Paulo e chegava ao Rio. A polícia tem escutas telefônicas com autorização judicial que mostram conversas dele negociando um fuzil AK-47 e munições com os traficantes do Alemão.

Nas negociações, Heitor mostrava fotos de armas que tinha à disposição. Algumas delas foram apreendidas em sua casa, no bairro de Piratininga, em Niterói, na região metropolitana, onde ele foi preso. Ele também fornecia armas já usadas para favelas do município e de São Gonçalo.

Durante as investigações, os policiais descobriram também que o Complexo do Cajueiro estaria movimentando por mês cerca de R$ 2 milhões com a venda de drogas.


 
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