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23 de Agosto de 2014

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Polícia tenta localizar mãe de criança que
teria sido espancada por pai e madrasta

Mulher mora no Espírito Santo e ainda não apareceu após morte do menino

Do R7 | 18/07/2012 às 15h06
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O delegado-adjunto da Delegacia da Taquara (32ª), Maurício Mendonça de Carvalho, que investiga a morte de Weslei Fernandes de Araújo, de 2 anos, que teria sido espancado pelo pai e pela madrastra, informou que a polícia tenta localizar a mãe do menino. Segundo ele, a mulher mora no Espírito Santo e ainda apareceu depois da morte do menino.

Na tarde desta quarta-feira (18), a irmã do suspeito de cometer o crime e tia da criança prestava depoimento à polícia. Ela é a décima pessoa a ser ouvida sobre o caso. Entre os ouvidos estão dois policiais militares e sete vizinhos, que relataram que havia brigas constantes dentro da casa.

O pai do menino foi transferido para o presídio de Bangu 3, na zona oeste. Já a madrasta da criança foi levada para o presídio Joaquim Ferreira de Souza, em Gericinó, também na zona oeste.

O delegado Maurício Mendonça de Carvalho disse que aguarda o laudo do IML (Instituto Médico Legal) para dar prosseguimento às investigações. O corpo do menino continua no instituto.

Entenda o caso

A madrasta do menino ligou para uma vizinha dizendo que a criança estava desacordada, depois de cair da cama na casa da família, na rua Aurora, na comunidade Rio das Pedras, em Jacarepaguá, na zona oeste. Vizinhos foram até a casa e ajudaram a levar Weslei para o Hospital Cardoso Fontes, no mesmo bairro.

Durante o atendimento, a médica de plantão desconfiou da história apresentada pelos pais porque a criança chegou à unidade com traumatismo craniano, vários dentes quebrados, lesões internas por todo corpo e fratura na perna. O menino chegou a ficar em coma na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), mas não resistiu.

A médica decidiu chamar a polícia e os dois foram presos em flagrante. De acordo com a Polícia Civil, o casal vai responder por tortura com resultado de morte e a pena pode chegar a 21 anos de prisão.

De acordo com a polícia, a madrasta do menino jogou a culpa no marido durante seu depoimento. A suspeita disse que o companheiro é usuário de drogas. Já o homem teria dito que só batia no filho para corrigí-lo.

A criança estava há seis meses com o pai. Antes, ela morava em Vitória, no Espírito Santo.

Assista ao vídeo: 


 
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