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27 de Maio de 2016

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Policiais de UPP do morro da Coroa reclamam de
falta de estrutura e pagamento atrasado

No sábado, soldado perdeu a perna após ser atingido por granada

Do R7 | 27/06/2011 às 18h04
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Policiais que atuam na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no morro da Coroa, no Catumbi, no centro do Rio, relatam as dificuldades no policiamento da comunidade, onde um soldado perdeu uma das pernas após um ataque a bomba cometido por bandidos que ainda estão na favela na noite de sábado (25). Outros dois policiais ficaram feridos.

As principais queixas são em relação ao armamento utilizado pelos PMs, que usam pistolas com capacidade para 20 disparos apenas. Policiais reclamam ainda que faltam mais homens para atuar na UPP, que também abrange os morros do Fallet e Fogueteiro.

Um dos PMs ouvidos pela Record afirma que boa parte dos homens que atuam na UPP do morro da Coroa havia feito concurso para atuar no interior do Estado e desconhecem as comunidades da capital.

Outra denúncia se refere à falta de pagamento dos R$ 500 de gratificação prometido pelo governador Sérgio Cabral para os PMs que atuam em UPPs. Sem vale-transporte, eles contam com a boa vontade dos motoristas de ônibus em liberar a passagem para que possam se deslocar de suas cidades até o Rio.

Base em casa abandonada

Como a UPP do morro da Coroa ainda não tem uma base física, os policiais utilizam uma casa abandonada na localidade conhecida como “canto”. A reportagem também mostrou a dificuldade dos PMs em se deslocar com rapidez pela comunidade, repleta de vielas, becos e ruas.

A ação criminosa aconteceu quando três policiais foram checar uma denúncia de moradores sobre um homem que estaria armado. Um deles lançou uma granada contra os PMs. O policial de 26 anos que perdeu uma das pernas com o explosivo permanece em estado grave.

O comandante-geral das UPPs, o coronel Robson Rodrigues, negou que o efetivo seja pequeno e ressaltou que o ataque poderia ter deixado um número maior de vítimas se não fosse a atuação dos policiais. Rodrigues também informou que a PM vai instalar três bases nas comunidades, mas ressaltou que já dificuldade em encontrar locais adequados na comunidade.

Sobre a gratificação, o coronel Rodrigues afirmou que a demora no pagamento das gratificações se deve à burocracia e ressaltou que os recursos virão do município. Além disso, ele também informou que o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, está "sensível" à situação dos policiais que estão atuando na capital distantes de suas cidades.

Assista ao vídeo:


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