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1 de Outubro de 2014

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Ipanema e Leblon, praias da região mais cara
do Rio, passam metade de 2011 impróprias para banho

Apenas quatro praias do Rio não ficaram impróprias no ano passado, todas na zona oeste

Isabele Rangel, do R7 | 22/01/2012 às 05h36

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As praias de Ipanema e do Leblon passaram a metade de 2011 impróprias para banho, segundo levantamento feito pelo R7 no histórico dos boletins semanais do Inea (Instituto Estadual do Ambiente). Apesar de ser a região mais valorizada da capital e das duas badaladas praias da zona sul do Rio estarem sempre lotadas, a água do mar deixa a desejar. 

O instituto fez 143 medições ao longo do ano passado. Em cerca de 20% dos casos, a praia do Leblon, bairro que tem o metro quadrado mais caro do Brasil, no valor de aproximadamente R$ 14 mil, não apresentou nenhuma restrição ao banhista. Por outro lado, esteve imprópria em 54% das medições. Já em 25% das vezes, o mar estava liberado, mas com restrições por causa de trechos com poluição.

Só 30% das amostras colhidas em Ipanema estavam em total conformidade com os níveis estipulados pelo Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente). Em 43% das medições, a água apresentava quantidade de coliformes fecais, bactérias presentes nas fezes, superior ao limite do aceitável, tornando o banho de mar perigoso para saúde. Em 26% das amostras analisadas, o banho era recomendado com ressalvas.

Além da intensa ocupação do solo, para a gerente de Qualidade da Água do Inea, Fátima Soares, a própria geografia do Rio colabora para que as praias não apresentem bons níveis de balneabilidade.

- A cidade está entre o mar e a montanha, com vias naturais de escoamento de água. Quando chove, essa proximidade da montanha com o mar, com toda essa estrutura de drenagem e sistemas coletores de esgoto ficam sobrecarregados. Com isso, você tem o extravasamento para as praias. 

Os trechos de orla entre o Pepino e São Conrado, a Urca e a praia de Botafogo não ficaram próprios em nenhuma das medições de 2011. Já a praia do Flamengo só apareceu liberada para banho por duas vezes.

A praia de Copacabana, a mais famosa do Rio, não apresentou boas condições em 7% das medições feitas pelo Inea no ano passado. Em  23%, havia níveis de coliformes que levaram o instituto a indicar restrições ao banhista. O mar neste trecho da orla carioca apresentou níveis de poluição dentro do aceitável em 70% dos resultados.

Segundo Fátima, a medição é feita duas vezes por semana por dois funcionários do instituto. São colhidas amostras da água do mar em pontos determinados da orla do Rio. Essas amostras passam por uma análise em laboratório, que tem como parâmetros a resolução 274/2000 do Conama, que determina níveis de coliformes fecais que são aceitáveis em cada amostra.

Sinal verde para só 4 praias

Enquanto na zona sul, as praias não apresentaram bons níveis de balneabilidade, na zona oeste, ao menos quatro praias não ficaram impróprias em nenhuma das 143 medições do Inea.

Reduto de surfistas, a Prainha ficou liberada para banho durante todo 2011. Nesse trecho da orla, o instituto recomendou restrições em apenas duas ocasiões em todo o período. A área, cercada por Mata Atlântica, faz parte da APA (Área de Proteção Ambiental) Prainha. No local, é proibida qualquer construção.
 
A vizinha Grumari também não ficou imprópria para banho nenhuma vez no ano passado e apresentou restrições em apenas 21 medições. Esse pedacinho de Rio de Janeiro é famoso pelas praias selvagens: Grumari, Perigoso, do Meio, Funda e do Inferno. O acesso a maior parte delas só é possível por trilhas.
 
Outra praia que apresentou bons resultados foi a Barra da Tijuca, a partir do Pepê. Das 143 amostras colhidas pelo Inea, apenas oito indicaram algum trecho de poluição, situação semelhante a do Recreio dos Bandeirantes, que, apesar do crescimento da ocupação imobiliária, apresentou apenas uma amostra que levou o instituto a fazer ressalvas.

 
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