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23 de Abril de 2014

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Preço do tomate continua alto em
supermercados de Nova Friburgo

Outros produtos já apresentam valores normais

Evelyn Moraes, do R7, em Nova Friburgo | 11/02/2011 às 13h11

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Após um mês da tragédia provocada pelo forte temporal que atingiu a Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, os preços de alguns produtos ainda não voltaram ao normal no município de Nova Friburgo. O quilo do tomate, produto cultivado na região, aumentou 27%, de dezembro de 2010 para janeiro de 2011, segundo a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preço do Consumidor Amplo). Em um supermercado do Centro, o quilo da verdura está custando R$ 3,00.

Apesar disso, o quilo do arroz já é encontrado pelo preço normal: R$ 1,75. O feijão também apresenta preço comum: R$ 2,75. 

O pedreiro Amabolis Veloso, de 54 anos, morador de Nova Friburgo, disse que os preços estavam mais altos nas primeiras semanas após as fortes chuvas. Ele voltou ao supermercado esta semana e ficou mais aliviado.

- Agora os preços estão voltando ao normal.

O maior supermercado do Centro chegou a receber reforço de funcionários de unidades de outros municípios. Por causa disso, o horário de funcionamento também havia mudado. Após um mês, o serviço de atendimento já voltou a normal.

Tragédia das chuvas 

Um forte temporal atingiu a região serrana do Estado do Rio de Janeiro entre a noite de 11 de janeiro e a manhã do dia seguinte. Choveu em um 24 horas o esperado para o mês inteiro e o resultado foi a maior tragédia climática registrada no país, segundo especialistas de várias áreas.

Deslizamentos de terra e enchentes mataram mais de 800 pessoas e deixaram mais de 400 desaparecidas. Cerca de 30 mil sobreviventes ficaram desalojados ou desabrigados. Escolas, ginásios esportivos e igrejas viraram abrigos. Hospitais ficaram cheios de feridos na primeira semana; estando a maioria já recuperada. Cerca de 15 dias depois da catástrofe, doenças como leptospirose (provocada pelo contato com a urina de rato) começaram a assolar a população. Autoridades então passaram a monitorar casos confirmados e pacientes suspeitos, além de educar o povo em relação à prevenção.
 
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal foram as mais afetadas e decretaram estado de calamidade pública. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados durante alguns dias.

Veja algumas fotos

Vídeos revelam detalhes

As três esferas de governo se uniram para ajudar as vítimas e reconstruir as cidades. No dia 14 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. No dia 27 do mesmo mês, a presidente esteve no Rio e anunciou a entrega de 8.000 casas para desabrigados.

A ajuda também veio através de doações. Pessoas de diversos estados e países se comoveram com a tragédia e enviaram principalmente dinheiro, roupas, alimentos, remédios, água e colchões. Em fevereiro, as maiores necessidades, de acordo com as prefeituras dos municípios afetados, são material de limpeza, material de higiene pessoal e material descartável (como copos e fraldas).

Os animais que perderam seus donos e conseguiram sobreviver não foram esquecidos pela corrente de solidariedade. Entidades de defesa dos animais e pet shops organizaram feira de adoções. Centenas de cães e gatos ganharam novos lares e há até fila de espera de pessoas interessadas em cuidar dos bichinhos.

Veja fotos de antes e depois das cidades atingidas pelas chuvas 
Arraste a seta para ver as imagens

Doações na Igreja Universal

Para ajudar as vítimas, você pode doar água e alimentos não perecíveis em qualquer templo da Igreja Universal do Reino de Deus, no Estado do Rio de Janeiro.

 
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