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18 de Abril de 2014

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Prefeitura do Rio acolhe 30 adultos usuários de crack no primeiro dia de internação involuntária

Viciados foram internados após a constatação do alto grau de dependência da droga

Felipe de Oliveira, do R7 | 19/02/2013 às 12h27

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A Prefeitura do Rio realizou na madrugada desta terça-feira (19) 30 internações involuntárias de usuários de crack após uma operação realizada na cracolândia que fica na entrada da favela Parque União, no Complexo da Maré, zona norte. Na ação, 99 viciados foram acolhidos — 91 adultos e oito crianças

Anunciada em outubro do ano passado pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), a internação involuntária de adultos dependentes de crack começou nesta terça-feira. A medida já vale para crianças e adolescentes desde maio de 2011.

Com a medida, os usuários são encaminhados a um abrigo para uma avaliação médica, que vai verificar se há necessidade de internação involuntária. Caso seja necessário, há um encaminhamento para vagas em hospitais pré-determinados pelo município. Ao todo são 40 vagas, distribuídas em oito unidades municipais, estaduais e federais. Após o período considerado crítico de pelo menos cinco dias, esses pacientes são encaminhados para locais de acompanhamento, onde vão receber atendimento psicológico e será feito um trabalho de ressocialização.

O secretário municipal de Governo, Rodrigo Betlhem, faz questão de explicar que, apesar de obrigatório, o tratamento não é forçado.

— Existe uma diferença entre a internação compulsória e involuntária. Na compulsória, é necessário um pedido judicial, já, na involuntária, um médico pode avaliar o paciente e verificar que ele não pode responder por si. No caso dos internados, eles estavam doentes e precisavam desse tratamento imediato. Em dos casos de hoje, uma grávida, que, no momento da ação, teve uma parada respiratória precisou ser levada de ambulância para um hospital.

Com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, Polícias Civil e Militar, a prefeitura planeja a ocupar o espaço usado como cracolândia às margens da avenida Brasil.

Nesta terça-feira, operação de acolhimento de usuários de crack chegou a fechar por 30 minutos os dois sentidos da via que liga o centro à zona oeste. Para Betlhem, a ocupação da cracolândia pode impedir que os usuários retornem ao local.

— Estaremos agora com um posto avançado lá. Com a ajuda da PM e das secretarias, eles não vão retornar, e os que aparecerem terão a oportunidade de buscar tratamento. Hoje 30 usuários que não precisavam ser internados solicitaram ajuda e vão ser encaminhados para comunidades e residências terapêuticas. Vamos insistir ao máximo para que eles tenham a oportunidade de se tratar.


 
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