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20 de Agosto de 2014

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Prefeitura pode punir empresas de ônibus por falhas durante greve

Táxis foram liberados para circular nos corredores BRS e multas serão canceladas

Do R7 | 01/03/2013 às 15h18

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O secretário municipal de Transportes, Carlos Osório, informou nesta sexta-feira (1º) que a as empresas de ônibus que atuam na cidade podem ser punidas por causa da greve iniciada durante a madrugada. Segundo ele, um processo administrativo foi aberto para apurar, se mesmo com a paralisação, as empresas agiram corretamente. A suspeita é de que o número mínimo de ônibus em circulação não tenha sido respeitado.

— A prefeitura vai usar o contrato e vamos acionar o que está previsto. Vai ser feita uma análise, o processo vai ser aberto e a prefeitura vai definir quais medidas vão serão tomadas contra as empresas. Somos os agentes reguladores do contrato.

Osório informou também que o corredor BRS, exclusivo para ônibus, terá acesso permitido aos táxis enquanto durar a greve. As multas aplicadas aos taxistas serão canceladas pela prefeitura.

— Estamos tomando essa e outras medidas para tentar minimizar o problema.

Pela manhã, muitos passageiros foram pegos de surpresa pela greve, que tem previsão para durar até segunda-feira (4). Às 6h, os pontos de ônibus estavam lotados na avenida Brasil, principal via de ligação entre a zona oeste da cidade e o centro.

As empresas Metrô Rio e Supervia, que são responsáveis pelo transporte por metrô e trem na capital fluminense, informaram que reforçaram o número de composições em circulação para atender ao aumento da demanda de passageiros. No entanto, até quem pensava em usar o sistema de metrô de superfície, que é feito por ônibus, não conseguiu transporte por causa da greve. Além disso, o metrô está indo apenas até a estação Siqueira Campos, em Copacabana, na zona sul, por causa da obra de expansão do metrô.

Às 7h, passageiros informaram que motoristas de van se aproveitavam da situação para cobrar até R$ 20 pela passagem na zona sul e na zona oeste. Segundo passageiros, são raros os casos em que as vans mantiveram o preço cobrado em dias normais.
Na Central do Brasil, principal terminal de transportes públicos do Rio, havia enorme confusão às 7h. Poucos ônibus deixavam o local e os coletivos que saiam estavam totalmente lotados.

Nas portas das garagens de ônibus, como na Viação Real, na zona norte do Rio, motoristas e cobradores ocupavam as portas, impedindo quem decidiu não aderir à greve de trabalhar. A Polícia Militar chegou a ser chamada, mas não houve confronto. Alguns coletivos chegaram a sair com escolta, na zona oeste, e houve casos de depredação.

Assista ao vídeo:

A greve

Os motoristas e cobradores de ônibus do Rio decidiram fazer uma paralisação de 24 horas  que começou nesta sexta-feira. De acordo com o Sintraturb (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Município), a proposta de 8% de reajuste oferecida pela Rio Ônibus, que reúne os empresários do setor, foi negada durante assembleia realizada na noite de quinta-feira (28). Uma nova reunião entre a empresa e o Sintraturb deve acontecer às 10h de sexta-feira.

Para Sebastião José, vice-presidente do sindicato, o aumento de 8% deveria estar atrelado a outras reivindicações, como cesta básica, plano de saúde e jornada de trabalho e seis horas.

— Tentamos desde janeiro uma posição da Rio Ônibus e, agora, ela apresenta um reajuste de 8%. É claro que ele é bem vindo, mas deveria estar atrelado as outras propostas que colocamos na mesa de negociação como cesta básica de R$ 200 sem descontos, tíquete alimentação de R$ 15 por dia, plano de saúde gratuito para o rodoviário e três dependentes, fim do banco de horas extras, jornada de trabalho de seis horas e o término imediato da dupla função, onde o motorista faz também o papel de cobrador.

ônibus


 
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