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27 de Maio de 2012

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Greve de policiais e bombeiros no Rio
Veja a cobertura completa!

Preso em Bangu, cabo Daciolo chega
ao sexto dia em greve de fome

Principal representante do movimento grevista no Rio ingeriu apenas água

Bruno Rousso, do R7 | 14/02/2012 às 14h56
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Preso há seis dias no complexo penitenciário de Bangu, na zona oeste, o cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo, um dos líderes do movimento que exige melhores salários a bombeiros e policiais, está em greve de fome. Segundo a mulher de Daciolo, Cristiane Daciolo, ele vem tomando apenas água desde a noite de quarta-feira (8), quando foi preso no momento em que desembarcava no aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, zona norte. A Justiça Militar decretou a prisão do cabo com base na acusação de incitamento e aliciamento a motim.

De acordo com Cristiane, Daciolo recebeu a visita da mãe na manhã desta terça-feira (14).

- Minha sogra esteve com ele hoje e disse que está muito debilitado

 Cristiane e um grupo de mulheres de PMs e Bombeiros presos em Bangu viajaram nesta quinta-feira para Brasília, onde à tarde terão reunião com a comissão de segurança nacional.

- Vamos discutir a arbitrariedade de colocar homens de bem em um presídio comum por terem, segundo a Justiça, incitado greve. Se existe para os PMs o Bep (Batalhão Especial Prisional) e o Gep (Grupamento Especial Prisional) para os bombeiros, eles deveriam estar nessas organizações.

Após a prisão de Daciolo, nove bombeiros e 17 policiais militares considerados líderes do movimento foram presos. Todos estão na penitenciária de Bangu.

A greve, decretada na última quinta-feira (9), após assembleia na Cinelândia, no centro, foi suspensa na noite de segunda-feira (13). A decisão foi tomada durante nova assembleia geral, na Lapa, também no centro da capital.

Após a reunião, Ana Paula Matias, esposa do sargento Alex Matias, do 2º GMar (Grupamento Marítimo), disse que a manifestação deixou de ser um movimento por dignidade salarial para se transformar em um movimento por dignidade humana. Ana Paula representa a categoria dos bombeiros e se referia aos homens presos durante a paralisação.

- Nunca deixamos de atender à população. O que existe é a luta pela Justiça. A luta neste momento não é mais por dignidade salarial, é simplesmente pela dignidade humana. O único crime será manter esses homens presos.


 
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