Meninos e meninas fazem do curso do Corpo de Bombeiros uma lição para vida
João Pedro Lazanha, do R7 | 08/01/2011 às 06h00O Projeto Botinho completa 48 verões nas praias cariocas em 2011. Realizado em diversas praias no Estado do Rio de Janeiro, o programa vem formando jovens capacitados em salvamento de vidas e, principalmente, integrando ação social com cidadania. Este ano, cerca de 20 mil alunos, em toda a costa fluminense, passam o mês de janeiro aprendendo lições sobre mar, correntezas, meio-ambiente, vida marinha, entre outros assuntos. Com isso, cada vez mais esses adolescentes e crianças, de sete a 17 anos, vêm projetando seu futuro em cima dos ensinamentos do Botinho, o que torna o projeto a maior colônia de férias do mundo.
Além do serviço prestado pelo CBMERJ (Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro) junto aos Grupamentos Marítimos, o Projeto valoriza a própria profissão dos salva-vidas e desperta o interesse dos alunos em seguir a mesma carreira, como explica o tenente-coronel Lessa, comandante do 2º Grupamento Marítimo, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
- Muitos dos meus comandados de hoje são oriundos do Projeto Botinho tiveram no projeto o começo do sonho de ser bombeiros salva-vidas e hoje podem realizá-lo. Além disso, eles servem de referência para muitos desses novos alunos, que podem vir a ser novos oficiais e suboficiais.
Só na praia da Barra, existem cerca de 800 botinhos, entre meninos e meninas, que ficam divididos em 3 grupos conforme a faixa etária. Muitos deles não levam este evento apenas como uma colônia de férias e sim como uma preparação para a profissão que desejam no futuro. Como é o caso do menino Natãn Busoli, de 12 anos, que há 5 é um botinho e pretende continuar fazendo o curso até os 17 anos, o limite permitido. Seu pai, Odair Busoli, vê as aulas como uma forma de preparar o futuro do filho:- Ele sonha em ser bombeiro, na área de salva-vidas, pois adora o mar. Este curso serve de preparação para ele quando for fazer a prova entrar na corporação.
Porém, quem acha que só existem meninos ou que ser salva-vidas é assunto para homens, está enganado. Desses 800 inscritos na Barra da Tijuca, cerca de 300 são meninas, como Sofia Ortiz, de 7 anos, que se inscreveu através da internet com a ajuda da mãe Tatiana Ortiz, que explica o motivo pelo qual colocou a filha no curso:
- Minha filha é apaixonada por praia, porém é muita afoita quando se trata de mar, tinha medo que um dia ela sofresse um imprevisto. Trouxe ela aqui porque eles ensinam como lidar com o mar, quando entrar, e como entrar. Como sair da correnteza... Por mais que ela seja muito jovem, já é bom começar a assimilar os ensinamentos.
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