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25 de Outubro de 2014

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R$ 30 mi são necessários para reconstrução em Xerém

Verba também será destinada ao pagamento do Aluguel Social aos desabrigados

Estadão Conteúdocom R7 | 07/01/2013 às 19h09

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Cinco dias após as fortes chuvas que causaram a morte de uma pessoa em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a prefeitura estimou em R$ 30 milhões os recursos necessários para a reconstrução do distrito. O valor foi definido após uma vistoria na manhã desta segunda-feira (7), que contou com técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Defesa Civil, do Ministério Público e da Defensoria Pública. A comitiva também inspecionou as casas nas margens do rio Capivari e demoliu dez unidades que estavam ameaçadas.

O prefeito de Caxias, Alexandre Cardoso, disse que a verba também deverá ser destinada ao pagamento do Aluguel Social às famílias que tiverem suas casas demolidas.

— Eu vou pedir R$ 30 milhões para a construção da ponte nova [que irá substituir a que caiu sobre o rio Capivari], para todo o maquinário necessário, para a recuperação de 10 km de estradas e para o Aluguel Social.

 Na sexta-feira (4), o ministro Fernando Bezerra esteve em Xerém para verificar os estragos causados pelas fortes chuvas da madrugada de quinta-feira. Os recursos serão destinados para reconstrução de pontes e vias, além de garantir o Aluguel Social das famílias desabrigadas no valor de R$ 500. A previsão é que os recursos sejam liberados em até 60 dias.

Nesta segunda-feira, técnicos da Defesa Civil vistoriaram as construções mais atingidas e danificadas pelas chuvas, nas regiões de Pedreira e Café Torrado. A inspeção identificou outras 48 casas em risco, que foram interditadas e devem ser demolidas até o final da semana. Além delas, segundo o prefeito, outros cem imóveis aguardam um laudo técnico da Defesa Civil. Somente após o laudo é que poderá ser iniciado o processo de derrubada e de indenização das vítimas.

—  Ainda estamos fechando o número de casas, porque isso depende da avaliação da Defesa Civil. A população nos cobra rapidez, mas estamos fazendo o possível.

Durante todo o dia, os moradores desalojados por conta das enxurradas permaneceram nas portas de casa à espera da vistoria. Ana Paula Moreira, de 36 anos, estava emocionada ao retornar ao seu antigo endereço pela primeira vez desde a tragédia.

— É uma sensação de fracasso, olhar para a casa que você construiu nesse estado.

Entre os escombros de sua casa, ela só encontrou um álbum de fotos.

— Espero que a indenização não caia no esquecimento. Tudo que a gente tinha era isso daqui. 

Pelas ruas, a população tentava retomar a normalidade em Xerém. A falta de água é o maior problema para os moradores, que ainda trabalham na limpeza de suas casas. Cerca de 12 mil pessoas ficaram sem acesso à água encanada. A previsão é de que o sistema seja restabelecido até a manhã de terça-feira (8). Até lá, caminhões pipas e doações garantem o consumo mínimo aos moradores.

Por toda a cidade, ainda há muita lama e poeira. Nos postos de atendimento da prefeitura, da Defesa Civil e da assistência social, os moradores fazem fila para retirada de documentos e cadastro nos programas de indenização. Nesta segunda-feira, foram emitidos 150 documentos. No centro de entrega de donativos, na praça da Mantiquira, as vítimas da tragédia reclamam de favorecimento, desvios e desinformação. Apesar disso, o prefeito Alexandre Cardoso informou que todas as doações estão sendo registradas.

— Eu resolvi centralizar as doações na igreja evangélica, na Mantiquira, para sabermos para onde elas estão indo. Tudo está sendo catalogado e registrado.

Desde a noite da tragédia morando em um abrigo improvisado em uma escola, o pedreiro Adilson Santos, de 46 anos, reclama da estrutura, higiene e alimentação oferecidas no espaço.

— Está muito bagunçado. Os desabrigados é que se uniram para fazer a comida e a limpeza, pois nos primeiros dias estava muito ruim. A gente tem que se unir mesmo, pois ninguém ajuda, não.


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