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27 de Maio de 2016

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Rio tem 19 roubos em transporte coletivo
por dia; veja como se proteger

Capital concentra 58,2% dos casos; área da Delegacia de Bonsucesso é a mais crítica

Marcelo Bastos, do R7 | 10/08/2011 às 08h59 | Atualizado em: 10/08/2011 às 09h50
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Se você é usuário do transporte público no Rio de Janeiro, cuidado. A cada dia, são registrados 19 roubos dentro de coletivos no Estado, de acordo com dados do ISP (Instituto de Segurança Pública). A média foi calculada com base nos dados do primeiro semestre de 2011, quando 3.498 casos foram registrados, a grande maioria em ônibus, segundo a polícia (veja infografia abaixo e saiba como se prevenir em caso de assalto a ônibus).

Na noite de terça-feira (9), por exemplo, a cidade viveu momentos de tensão por causa do sequestro a um ônibus da viação Jurema, na avenida Presidente Vargas, centro. Três bandidos mantiveram cerca de 20 passageiros reféns por aproximadamente uma hora. Seis pessoas ficaram feridas, incluindo um suspeito. Um quarto integrante do bando foi identificado e terá a prisão preventiva pedida.

Em 2010, o número de roubos do tipo chegou a 8.202, uma redução de 3,4% em relação a 2006, por exemplo, que teve 8.482 casos. Desde 2006, o ano com o maior número de registros foi em 2008, com 9.921 ocorrências, uma média de 27 a cada dia.

Veja fotos do sequestro ao ônibus no centro

De janeiro a junho deste ano, a região que registrou a maior incidência de roubos em coletivos foi a área da Delegacia de Bonsucesso (21ª DP), com 194 casos no semestre, média de mais de um por dia. A região é formada por seis bairros: Ramos, Bonsucesso, Higienópolis, Maré, Manguinhos e Benfica, todos na zona norte da cidade.

Segundo investigadores da 21ª DP, a região é cortada pelas três principais vias expressas da cidade [avenida Brasil e as linhas Vermelha e Amarela], além de ser cercada por favelas consideradas perigosas, como Manguinhos,  Mandela e o Complexo da Maré, como explica um policial civil.

- A maior parte dos roubos nessa região é praticada por criminosos das favelas Parque União e Nova Holanda, na Maré. Eles desembarcam e correm para dentro das comunidades, onde contam com a proteção de traficantes. Além disso, pela proximidade das vias expressas, a circulação de ônibus é muito grande.

A explicação do policial faz sentido se analisarmos os números. Regiões com grande circulação de ônibus e pessoas, que são cortadas por vias expressas importantes da região metropolitana do Rio, tiveram as maiores incidências de roubo em meios de transporte público. Depois da área da 21ª DP, vêm as áreas da Delegacia do centro de Niterói (76ª DP), com 170 casos no semestre; a do centro de Duque de Caxias (59ª DP), também com 170 casos; a de São Cristóvão (17º DP), com 148 casos; e a Delegacia de Alcântara (74ª DP), em São Gonçalo, com 122 casos.

Sob o aspecto geral, dos 3.948 casos registrados entre janeiro e junho deste ano, 58,2% (2.039) foram na capital. A região da grande Niterói, da qual fazem parte também São Gonçalo e Maricá, responde por 18,4% (645), a Baixada Fluminense concentra 13,8% (484), e o interior fica com 9,4% (330).

19 mil ônibus transportam 9,6 milhões de passageiros por dia

Ao contrário das barcas, trens e metrô, que possuem regiões com áreas delimitadas de atuação, com seguranças particulares em veículos e estações, os 19 mil ônibus que circulam por todo o Estado, segundo a Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro, estão vulneráveis, em todos os lugares. Divididos em 2.366 linhas, os ônibus transportam aproximadamente 9,6 milhões de passageiros por dia.

A Fetranspor informou por meio de nota que a segurança pública é uma prerrogativa do Estado. A instalação de câmeras e GPS nos ônibus, por exemplo, não é considerada pelo órgão como investimento em segurança, apesar de as imagens ajudarem a polícia nas investigações de crimes. A respeito da redução do índice de roubos, a Fetranspor atribui à implantação do sistema Rio Card, que há quase dez anos diminuiu a quantidade de dinheiro nos ônibus.

Responsável pelo policiamento ostensivo, a Polícia Militar informou que o GPTOU (Grupamento de Policiamento Transportado em Ônibus Urbanos) faz revistas nos ônibus em diversos pontos da cidade, principalmente onde existe maior incidência deste tipo de crime.

A Fetranspor não informou quais as linhas de ônibus mais atacadas por bandidos, sob a alegação de que levaria pânico aos passageiros e prejuízo aos empresários.

Na infografia abaixo, veja as dicas sobre o que fazer para evitar ser assaltado e como se comportar durante um roubou dentro de um meio de transporte coletivo. As orientações são do comentarista de segurança da Rede Record, coronel Paulo César Amêndola, fundador do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).

 

Assista ao vídeo:


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