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16 de Abril de 2014

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Após assaltos, Rocinha terá policiamento
reforçado e câmeras de vigilância

Nos últimos dois dias, uma loja e um mercado foram roubados na comunidade

Marcelo Bastos, do R7 | 14/12/2011 às 10h55
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A partir da próxima quinta-feira (15), a favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio, vai receber um reforço no policiamento. Além de homens do Bope, que fazem o trabalho de varredura em busca de armas e drogas, a comunidade será patrulhada por policiais do Batalhão do Leblon (23º BPM), com apoio do Grupamento de Motociclistas do Batalhão de Choque.

Segundo o sargento Max Coelho, da comunicação social do Bope (Batalhão de Operações Especiais), a vigilância na Rocinha também vai contar com circuito de câmeras, que serão instaladas em pontos estratégicos. Nos últimos dois dias, dois estabelecimentos comerciais foram assaltados na comunidade.

Ainda de acordo com Max, os homens do Batalhão do Leblon serão responsáveis pelo policiamento ostensivo nas principais vias da Rocinha, como a Via Apia, Largo do Boiadeiro e Ruas Um e Dois. Eles também vão patrulhar os pontos com maior concentração de comércio e circulação de pessoas. Já os motociclistas vão percorrer as ruas mais estreitas.

O sargento disse não acreditar que os roubos recentes tenham sido praticados por pessoas ligadas ao tráfico, com o objetivo de desestabilizar a ocupação feita pelo Bope.

- A Rocinha é uma favela diferente de todas as outras comunidades pacificadas. Há uma circulação de até R$ 150 mil pessoas por dia, tem agências bancárias, escolas, creches, vida noturna própria, com casas de shows. Antes, havia as leis do tráfico e as pessoas não praticavam roubos por medo. Esse mercado roubado estava com a porta um pouco aberta e dinheiro no caixa. O criminoso aproveita a oportunidade. Foi uma infelicidade, mas os moradores e comerciantes têm que mudar alguns hábitos. Hoje, a Rocinha não é mais um reduto do tráfico. É um lugar comum.

Também na quinta-feira (15), haverá uma reunião entre policiais do Bope e comerciantes da Rocinha. Entre os temas abordados estão questões de segurança e cuidados para evitar roubos e pequenos furtos. De acordo com o Bope, há aproximadamente 3.500 estabelecimentos comerciais na Rocinha.

O Bope não informou a quantidade de policiais que vai reforçar o policiamento na Rocinha e que isto pode ser decidido em uma reunião nesta quarta-feira (14). A Secretaria de Segurança Pública informou que uma equipe da Subsecretaria de Modernização Tecnológica está levantando pontos e fazendo um estudo sobre as necessidades local. Será feito ainda um projeto que apontará a quantidade de câmeras necessárias, os pontos ideais para elas serem instaladas e a tecnologia necessária para a transmissão das imagens. Como o projeto ainda está sendo desenvolvido, não há previsão de implantação.

Ocupação

A favela da Rocinha foi ocupada no dia 13 de novembro pelas forças de segurança do Estado sem que nenhum tiro fosse disparado. Neste mesmo dia, também foram retomadas as favelas do Vidigal e da Chácara do Céu.

Ao todo, 3.000 homens participaram da operação, que contou ainda com blindados da marinha. A Rocinha vai receber a 19ª UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Rio.

Denúncias

A ocupação das favelas colaborou para que o Disque-Denúncia (2253-1177) registrasse um recorde histórico de ligações. Segundo o coordenador do serviço, Zeca Borges, ao todo, foram 15.950 telefonemas somente no mês de novembro.

Desde o início da ocupação das favelas, Bope (Batalhão de Operações Especiais) se surpreendeu com a quantidade de denúncias feitas pela população. Além das informações por telefone, um grande número de bilhetes com agradecimentos chegou às mãos dos representantes da corporação.


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