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30 de Outubro de 2014

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Secretaria de Educação orienta estudantes a irem às aulas em Mesquita e Nilópolis

De acordo com órgão estadual, unidades estão funcionando normalmente

Do R7 | 12/09/2012 às 11h18

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A Secretaria Estadual de Educação informou, na manhã desta quarta-feira (12), que orienta os alunos de Nilópolis e Mesquita, na Baixada Fluminense, a comparecerem às unidades escolares estaduais, que estão abertas normalmente para recebê-los.

"É necessário esclarecer que os diretores têm autonomia para tomar as providências necessárias para garantir a integridade física e moral de seus alunos, professores e funcionários. Em situações semelhantes a de ontem, os conteúdos perdidos das aulas são repostos, para que não haja prejuízo aos estudantes".

A secretaria informou ainda que, como medida preventiva, todas as unidades escolares da rede estadual de ensino contam com a atuação de vigias, que controlam os principais acessos de entrada, identificando as pessoas que desejam transitar no espaço escolar, com o objetivo de garantir a segurança de alunos e funcionários. Por meio de uma parceria entre as secretarias de Estado de Educação e de Segurança Pública, policiais militares dos batalhões locais também fazem rondas periódicas no entorno das escolas e oferecem o apoio necessário.

5 mil alunos prejudicados

Seis escolas estaduais de Nilópolis e em Mesquita, na Baixada Fluminense, tiveram as aulas prejudicadas entre a noite de segunda-feira (10) e esta terça-feira (11) por causa de uma operação policial para encontrar os assassinos de seis jovens no último fim de semana. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação, cerca de 5.000 alunos foram prejudicados. Duas creches, duas unidades de educação infantil e duas escolas de ensino fundamental, todas da Prefeitura de Mesquita, não tiveram aulas nesta terça-feira por causa de uma operação para localizar os assassinos dos adolescentes.

Os jovens foram mortos depois de saírem de casa para tomar banho em uma cachoeira no parque nacional de Gericinó. Os garotos, que estudavam em duas escolas estaduais de Mesquita, foram enterrados nesta terça-feira. Em luto, as unidades suspenderam as aulas. Por nota, a secretaria informou que os diretores das escolas têm autonomia para tomar as providências necessárias para garantir a integridade física e moral de seus alunos, professores e funcionários.  Em situações como essa, os conteúdos perdidos das aulas são repostos, para que não haja prejuízo aos estudantes, diz a nota.

Ocupação

Policiais iniciaram de madrugada a ocupação permanente na comunidade da Chatuba, que fica entre Mesquita e Nilópolis. No local será implantada uma Companhia Destacada da Polícia Militar com 112 PMs. A decisão do comando da corporação foi tomada após uma série de crimes na região: foram pelo menos 12 mortes em três dias, incluindo os seis amigos que foram assassinados por traficantes depois de saírem de casa para tomar banho em cachoeira.

No início da tarde desta terça, cerca de 250 policiais militares do 3º Comando de Policiamento de Área, Coordenadoria de Inteligência, Batalhão de Polícia de Choque, Batalhão de Ações com Cães, Grupamento Aeromarítimo e do Batalhão de Operações Policiais Especiais ocupavam a favela.

A Polícia Militar informou que 10 suspeitos foram presos na favela da Chatuba. Dois menores foram apreendidos. Entre os presos estão Ricardo Sales da Silva, de 25 anos, e Monica da Silva Francisco, de 20. Um homem identificado apenas como Beto Gorducho também foi preso. Foram apreendidos 933 papelotes, 320 cápsulas e 20 g de cocaína; 41 pedras de crack; 30 sacolés de maconha; uma faca; uma granada; um carregador de pistola calibre .380; três coldres; um par de coturno; um cinto; duas mochilas; sete telefones celulares; uma máquina fotográfica; cinco baterias de telefone celular; um cordão; um lampião; uma rede de campanha e R$ 15.084, 50 em espécie. Um carro também foi recuperado.

A PM pede a colaboração dos moradores para a ação na comunidade. Uma forma importante de colaborar é denunciar os criminosos, esconderijos e locais onde estão guardadas armas, drogas e outros produtos ilegais. Além disso, todos os moradores devem andar com documentos de identificação e os motoristas e motociclistas terão que mostrar documentos de propriedade de seus veículos, bem como a Carteira Nacional de Habilitação em dia. No caso das motos, também é exigido o uso de capacete.
 
As denúncias podem ser feitas pelos telefones (0xx21) 2332-8486 e (0xx21) 2334-3983. Os moradores também podem recorrer ao Disque-Denúncia, pelo telefone (0xx21) 2253-1177.

Assista aos vídeos:


 
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