No Hospital Souza Aguiar, uma criança que inalou fumaça foi atendida e liberada
Do R7 | 04/06/2011 às 17h28A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro informou às 17h15 deste sábado (4) que não houve nenhum registro de feridos nas unidades do município em relação à manifestação dos bombeiros ocorrida no centro da capital fluminense na madrugada e manhã deste sábado.
De acordo com a secretaria, no Hospital Souza Aguiar, uma criança que inalou fumaça foi atendida na parte da manhã e teve alta em seguida.
Já a Maternidade Oswaldo Nazareth, na praça 15, no centro, registrou atendimento a uma mulher grávida de três meses, com sangramento. Segundo o boletim médico, foi indicada sua internação para que ficasse em observação, porém, a paciente se recusou a permanecer, deixando a unidade.
Invasão da PM
Policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar invadiram na manhã deste sábado o Quartel Central do Corpo de Bombeiros. Os mais de 2.000 bombeiros ocupavam o lugar em uma manifestação por melhores salários e condições de trabalho desde a noite de sexta-feira (3).
Os homens do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para entrar no quartel. Crianças e mulheres tiveram intoxicação e ferimentos leves. Todos foram atendidos no posto no interior do quartel.
Os manifestantes presos deixaram o quartel em ônibus da Polícia Militar. Inicialmente, eles foram levados para a sede do Batalhão de Choque da PM, no centro do Rio. Depois, os bombeiros foram encaminhados para a Corregedoria da PM, em Neves, São Gonçalo, região metropolitana do Rio.
A manifestação dos bombeiros começou na tarde desta sexta-feira em frente a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) e passou pelas principais ruas do centro do Rio. Mulheres e crianças acompanharam o protesto, que chegou ao quartel central por volta das 20h.
Os bombeiros reivindicam piso salarial líquido de R$ 2 mil e vale-transporte. Os manifestantes informaram que só vão deixar o quartel depois de um acordo com o governador Sérgio Cabral.
Manifestações em maio
Os bombeiros realizaram durante o mês de maio uma série de manifestações e chegaram a entrar em greve. Com prisão decretada por serem considerados líderes das manifestações, o major Luís Sérgio, o capitão Alexandre Marchesini, o sargento Valdelei Duarte e o cabo Benevenuto se entregaram no QG (Quartel Central) da corporação, no centro do Rio, no dia 17 de maio. De acordo com Valdelei, todos foram soltos três dias depois.
Em entrevista no dia 12 de maio, o governador Sérgio Cabral não se mostrou preocupado com as reivindicações dos bombeiros. Segundo Cabral, o movimento não afetaria o Estado e teria sido incitado e até mesmo financiado por políticos de oposição.
No último dia 25 de maio, os manifestantes se reuniram com o secretário de Planejamento do Estado, Sérgio Ruy. O encontro, porém, não resultou em novidades. A decisão do governo foi mantida e nenhum aumento à classe foi prometido fora do que já estava planejado.
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