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27 de Maio de 2016

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Secretário de segurança do Rio é ouvido como testemunha de defesa no processo contra Nem

Beltrame foi arrolado por advogados de outro réu, o líder comunitário Willian de Oliveira

Carlyle Jr. do R7 | 10/05/2012 às 15h48

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Uma das quatro testemunhas de defesa a serem ouvidas nesta quinta-feira (10), no fórum do Rio, na audiência de instrução e julgamento do processo contra o traficante de drogas Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, é o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Ele foi arrolado pela defesa de outro réu, William de Oliveira, ex-líder comunitário da favela. Outra testemunha de defesa dele é o vereador Paulo Messina, (PV). Como uma testemunha faltou, a audiência foi interrompida por volta das 15h para ser retomada na próxima segunda-feira (14).

Questionado se William e outro réu do processo, Alexandre Leopoldino Pereira da Silva, ex-funcionário da Casa Civil, tinham envolvimento com o tráfico de drogas na Rocinha, Beltrame afirmou que o serviço de inteligência da polícia já investigava essa hipótese porque associações de moradores de favelas dominadas peo tráfico costumam ter algum tipo de ligação com as quadrilhas para permitir que os líderes comunitários atuem de forma mais livre.

_ Há uma possibilidade de a associação ter envolvimento com o tráfico porque, em tese, eles firmam uma espécie de pacto para permitir a atuação dos líderes comunitários.

Veja as fotos da prisão

Traficante vivia em mansão de luxo

Sobre um vídeo em que William aparece ao lado de Nem numa suposta negociação de um fuzil de Nem, divulgado em dezembro, Beltrame disse apenas que tomou conhecimento das imagens pela imprensa.

Ao ser inquirido sobre email encaminhado à secretaria, em outubro de 2011, pela vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), no qual ela avisava sobre ameaças que William teria recebido de traficantes da Rocinha, Beltrame confirmou ter recebido a mensagem, mas não recordava o conteúdo. Na época, o líder comunitário trabalhava como assessor da vereadora. William teria desagradado bandidos comandados por Nem quando interferiu numa confusão gerada pela permanência de duas produtoras de cinema francesas no morro.

O secretário disse ainda que não tomou nenhuma providência em relação à denúncia porque as forças de segurança já estavam se preparando para ocupar a Rocinha, o que aconteceu em novembro.

_ Existe toda uma tramitação para checar esses tipos de denúncias. Era importante checar a veracidade desses fatos, mas eu não poderia entrar numa comunidade conflagrada por causa de uma denúncia em um email. Além disso, já estávamos próximos de fazer a grande ocupação da Rocinha.

Paulo Messina disse que William trabalhava em prol da comunidade da Rocinha quando ambos eram pré-candidatos à Câmara Municipal, facilitando a entrada de um projeto de Messina para inclusão digital de jovens na comunidade.

A audiência, presidida pela juíza da 38ª Vara Criminal, Nearis dos Santos Carvalho, começou por volta das 14h. Trajando calça jeans, camisa polo azul e tênis, o traficante Nem, escoltado por três agentes penitenciários federais, permaneceu o tempo inteiro com a cabeça abaixada.

Uma fila de curiosos se formou na porta da sala de audiências. O tumulto é tão grande que nem parentes de William e Alexandre conseguiram entrar para acompanhar o julgamento. Nem e os outros dois réus respondem nesse processo a  porte ilegal de armas, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Nem chegou ao TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) num helicóptero da Polícia Federal por volta das 10h30 desta quinta-feira. Ele havia chegado ao Rio na tarde de quarta-feira (9), num avião procedente de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.  O ex-chefe do tráfico no morro da Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio, cumpre pena no Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande.


 
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