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23 de Abril de 2014

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Suspeita de vazar fotos de menino cortado ao meio foi desligada de hospital

Auxiliar de enfermagem teria distribuído imagens de Carlos Eduardo morto

Bruno Rousso, do R7 | 26/02/2013 às 01h40

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A auxiliar de enfermagem suspeita de tirar e distribuir fotos do corpo do menino Carlos Eduardo Souza Costa, de dez anos, foi demitida em 4 de outubro do ano passado, três dias após a morte da criança. De acordo com a assessoria do Hospital Geral da Posse, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ela foi desligada por “condutas ética e profissional inadequadas”. Cadu foi atropelado e partido ao meio por um trator, enquanto brincava com amigos em um terreno da rua Pernambuco, no mesmo município.

A mãe de Carlos Eduardo, Aline Souza Costa, de 28 anos, tomou conhecimento das fotos quando um menino de 12 anos lhe mostrou no celular a imagem do filho morto em cima de uma mesa cirúrgica. Revoltada, Aline nunca aceitou o vazamento das imagens. Mesmo ciente da demissão da auxiliar de enfermagem, ela está disposta a buscar todos os meios possíveis para descobrir a identidade da mulher.

— Eu quero o nome dela. Vou processá-la. Não queria processar o hospital, mas vou ter que processar para que eles sejam obrigados a me dizer o nome dessa mulher. Pois ela tem que pagar por isso. Só a demissão não é suficiente.

Ao procurar o hospital, dias depois da morte do filho, Aline ouviu de funcionários que auxiliar de enfermagem teria a intenção de vender as fotos.

— Você não imagina a minha dor, quando vi aquele menino me mostrando a foto. Eu vi meu filho ali, sem as pernas. Todo mundo aqui da vizinhança viu o meu filho naquele estado depois que essa foto começou a rodar por aí.

Cinco meses após, inquérito não foi concluído

Quase cinco meses se passaram desde a morte de Carlos Eduardo. A mãe e a avó da criança vivem cercadas por sensação de impunidade. A revolta aumentou ao tomarem conhecimento de que o inquérito, que geralmente se encerra em 30 dias, não foi concluído até hoje.

Aline e a mãe, Marisa Azevedo Costa, 51 anos, dedicam quase todo o tempo que têm a colher e juntar informações que possam apontar um rumo definitivo às investigações. Segundo a avó de Cadu, encontrar o culpado seria a única forma de minimizar a dor por não ver mais o neto subindo em árvores e correndo pelo quintal.

— Quando você vê a Justiça, pelo menos dá um conforto, é sinal de que ele não morreu em vão. Mas a gente não vê nada, estamos no chão, não conseguimos mais andar para frente, não conseguimos respirar, parece que estamos sufocadas o tempo todo.

O R7 procurou a Polícia Civil, mas até a publicação da reportagem não havia obtido retorno sobre a insatisfação da família de Cadu quanto às investigações.


 
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