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31 de Agosto de 2014

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Rio terá maior concentração territorial
de investimentos do mundo, diz Firjan

Projeção mostra que PIB do Estado vai quadruplicar e chegar a R$ 1,2 trilhão em 2020

Sérgio Vieira, do R7 | 28/04/2011 às 05h57

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O Estado do Rio de Janeiro vai receber nos próximos nove anos - período em que acontecem a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 - investimentos públicos e privados que ultrapassarão em quatro vezes o PIB (Produto Interno Bruto) fluminense do ano passado. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas por um país ou Estado. Este valor coloca a cidade como o ponto com maior concentração territorial de investimentos públicos e privados do mundo, de acordo com estudo do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

O cálculo foi feito com base em estimativas do governador Sérgio Cabral (PMDB) - que projeta investimentos da ordem de R$ 1,9 trilhão até 2020 - e em projeção do PIB feita pela consultoria Austin Ratings a pedido do R7 (veja gráfico abaixo), que aponta em cerca de R$ 437 bilhões a geração de riqueza no Estado no ano passado.

Tendo em vista os planos para a melhoria da infraestrutura da capital - em áreas como transporte, saneamento, habitação -, a Copa, a Olimpíada e a perspectiva do pré-sal, empresas brasileiras e multinacionais já se organizam para aplicar em setores estratégicos no Rio (veja a seguir duas infografias com os projetos públicos e privados previstos até 2020).

Alex Agostini, sócio diretor da consultoria, estima que o "pico" do crescimento da economia fluminense deva ocorrer em 2015, com alta de 16% do PIB, em razão das obras para os Jogos Olímpicos.

Após três tentativas fracassadas de sediar as olimpíadas e exatos 80 anos depois da primeira inscrição do Brasil, quem mais saiu ganhando no Estado foi a Cidade Maravilhosa, que desde 2 de outubro de 2009 vê um futuro promissor, pois o evento vai trazer consigo boas oportunidades econômicas. No entanto, também vai requerer foco quanto às políticas para evitar desperdício de dinheiro público. 

Com os investimentos esperados, seria possível comprar 9,5 milhões de imóveis de dois quartos, a R$ 200 mil, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, ou ainda 3,16 milhões de apartamentos de dois dormitórios em Botafogo, na zona sul da capital fluminense, ao custo de R$ 600 mil.

Dinheiro público e privado

O panorama até 2020 mostra que 25% dos gastos devem vir dos cofres públicos. O restante vai sair do bolso da iniciativa privada. Os empresários farão investimentos, principalmente, nos setores energético, de telefonia, de transporte e da construção civil.

Para o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, esses valores colocam o Rio como o local com maior concentração territorial de investimentos do mundo, com R$ 4,17 milhões por km². Ou seja, uma revolução está em curso na economia da cidade.

A projeção da Firjan indica que a Petrobras responderá por 59,5% do total de investimentos que serão feitos até 2013. Outros 20% vão para infraestrutura (distribuídos entre iniciativa privada e pública), dos quais 16,3% para indústria manufatureira, 0,5% para turismo e o restante para outros setores. Entre os investimentos em infraestrutura, quase metade será destinada a projetos em energia.

 

 Arte/R7

Para o gráfico, a consultoria Austin Ratings considerou as chamadas taxas de crescimento nominais, ou seja, incluiu no cálculo inflação média de 5% ao ano.


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