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27 de Maio de 2012

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Veja como foi a ação do autor do
massacre em escola pública do Rio

Ex-aluno, ele conseguiu entrar ao dizer que faria uma palestra

Do R7 | 07/04/2011 às 14h18

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O homem que invadiu uma escola municipal na zona oeste do Rio, matou pelo menos 11 crianças e feriu 13 antes de morrer se aproveitou que o colégio promovia uma série de palestras com ex-alunos para conseguir entrar com facilidade no interior do prédio.

Fotos: imagens mostram o massacre

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Vídeo: veja a cobertura completa

Saiba tudo sobre o ataque a escola

Por volta de 8h, Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, chega à escola Tasso da Silveira, em Realengo. No primeiro andar, encontra uma professora da sala de leitura que o reconhece e chega a cumprimentá-lo.

Minutos depois, ele segue para uma sala de aula. Segundo o relato da professora, ele entrou dizendo que gostaria de fazer uma palestra. Antes de responder à pergunta da professora sobre qual assunto iria falar, faz vários disparos na direção dos alunos.

Feridas, duas adolescentes, uma delas baleada na cabeça, conseguem fugir e correm em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas são socorridas por um bombeiro que tinha acabado de sair do quartel de Realengo.

Enquanto isso, o atirador seguia para o segundo andar. Entra em outra sala de aula e também abre fogo contra os estudantes. Desesperados, alunos e professores se escondem no auditório da escola, no terceiro andar.

O atirador sai da segunda sala de aula e é surpreendido pelo sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário).

O PM correu até a escola após ser alertado pelas duas estudantes que correram busca de socorro. Wellington aponta a arma na direção do policial, mas antes de disparar é ferido no abdômen. Ele cai na escada entre o segundo e o primeiro andar.

Segundo o relato do sargento Alves, naquele momento ele disparou contra a própria cabeça e morreu no local.

- A sensação que eu tenho é de muita tristeza, mas ao mesmo tempo de dever cumprido.

Com ele, havia uma carta em que ele anunciava que cometeria o suicídio. Segundo a Polícia Civil, também havia referências ao islamismo e referências ao terrorismo. Ele também se dizia revoltado por ser portador de HIV.


 
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