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23 de Novembro de 2014

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Veterinária denuncia omissão de
municípios no socorro a animais em áreas de risco

Ajuda aos animais está sendo feita por organizações não governamentais

Agência Brasil | 23/01/2011 às 19h06

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A veterinária Andrea Lambert, da Comissão Especial de Defesa e Proteção Animal da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), denunciou neste domingo (23) a omissão dos governos municipais no socorro aos animais que se encontram em áreas de risco na serra fluminense, após as fortes chuvas que devastaram a região há 12 dias.

- Quando acontecem esses desastres naturais, não há nenhum envolvimento do Poder Público em relação ao resgate dos animais. Pelo contrário. Eles até se recusam a socorrer os animais, que ficam abandonados nas áreas de risco.

Essa atitude, afirmou a veterinária, fere as constituições federal e estadual. Segundo Andrea, o único apoio foi recebido do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), vinculado à Secretaria do Ambiente do Estado do Rio.

- Ele [o governo municipal] é omisso até em nível constitucional. Está na Constituição proteger a fauna. É dever dele.

A Comissão Especial da Alerj entrou em contato com ONGS (Organizações não governamentais) protetoras de animais e está apoiando o trabalho de resgate.

- Tudo sem nenhum apoio da prefeitura, como geralmente acontece.

Os cães e gatos, entre outros animais abandonados, estão sendo encaminhados pelas ONGs para abrigos montados em galpões e centros integrados de Educação Pública, onde recebem doações de pessoas sensíveis à causa.

Andréa Lambert informou que no Vale do Cuiabá, distrito de Itaipava, na cidade de Petrópolis, a comissão da Alerj esteve vistoriando a situação dos haras, por solicitação do Inea. Constatou que  os próprios proprietários  se encarregaram de enviar veterinários à região para atender os cavalos feridos e providenciar os cuidados necessários.

Segundo ela, no restante das áreas de risco, “continua a omissão” por parte das administrações municipais. A comissão da Alerj vai realizar novas visitas à região serrana para avaliar as condições de socorro aos animais, sempre que for solicitada.

Andrea observou que a comissão não tem função executiva, mas somente fiscalizadora.

- A gente está tentando melhorar as condições dos protetores para que eles façam um dever que nem é deles. É do governo, da prefeitura.

Feira de adoção

Neste domingo, foram realizadas no Rio feiras para adoção de animais resgatados das chuvas na região serrana. No Parcão da Lagoa, zona sul da cidade, somente de manhã foram distribuídas cerca de 300 senhas para a adoção de cerca de 30 animais. O organizador da feira, Marco Antonio Totó, anunciou que a partir de 5 de fevereiro as feiras serão realizadas em todos os bairros das zonas sul e oeste cariocas, com o objetivo de reduzir a superlotação de animais nos abrigos dos municípios afetados pela tragédia.

 

Tragédia das chuvas

O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro no dia 11 deste mês deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
 
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.

Veja as galerias de fotos

No dia 14, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.

Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais) e voluntários, também estão ajudando e recebem doações.
 
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) são enterrados em covas improvisadas. Hospitais continuam com feridos internados. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pela localização de corpos.

Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.

- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado, também, que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.

Doações na Igreja Universal

Para ajudar as vítimas, você pode doar água e alimentos não perecíveis em qualquer templo da Igreja Universal do Reino de Deus no Estado do Rio de Janeiro.


 
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