Mariano Beltrame disse que a intervenção precisou ser feita em razão da emergência no morrro
O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, admitiu neste domingo em entrevista coletiva que a intervenção da polícia no morro dos Macacos no último sábado foi às pressas. Ele disse que a "polícia trabalha de forma sistemática", mas teve que entrar em ação em razão da gravidade dos acontecimentos.
Ontem traficantes derrubaram um helicóptero da PM a tiros, causando a morte de dois policiais.
- Foi uma intervenção a uma luta desesperada entre traficantes rivais. A polícia não trabalha dessa forma, mas tivemos que entrar para retomar a ordem que a população tanto clamava naquela localidade.
O Bope (Batalhão de Operações Especiais), tropa de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro, realizou hoje uma operação na favela do Jacarezinho (zona norte). Houve tiroteio que resultou na morte de dois suspeitos e a apreensão de 250 kg de maconha.
Durante a ação, policiais do Bope haviam informado à reportagem da TV Record que ao menos mais uma pessoa tinha morrido na favela. Esse óbito não foi confirmado ao final da operação. Também foi encontrado na favela um botijão de gás usado para esconder armas e drogas. Inicialmente, a polícia havia informado que quatro pessoas tinham sido presas no morro. Mais tarde, o Bope negou a informação.
Por volta das 10h, após o Bope ocupar o morro, havia intensa troca de tiros na comunidade. Duas horas mais tarde, tiros ainda eram ouvidos, mas com menor intensidade. O veículo blindado do Bope, conhecido como "caveirão", esteve no local.
A situação da guerra do tráfico no Rio levou o governo do Estado a reunir a cúpula da segurança pública neste domingo. A reunião no BPM (Batalhão de Polícia Militar) da Tijuca (zona norte) acontece para discutir o que fazer no combate ao avanço das ações criminosas.
