São Paulo

25/2/2013 às 18h00 (Atualizado em 26/2/2013 às 11h35)

Após morte na Imigrantes, técnico do IPT diz que há riscos de novos deslizamentos 

Ecovias diz que trabalho de monitoramento da encosta continuam

Vanessa Sulina, do R7

Depois do deslizamento de terra que deixou uma pessoa morta e atingiu 23 carros no km 52 da rodovia dos Imigrantes, o pesquisador do laboratório de riscos ambientais do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), Marcelo Gramani, não descartou a possibilidade de ter novos escorregamentos de terras na Serra do Mar. Ele esteve no local onde houve a tragédia na última sexta-feira (23).

— Existe a possibilidade sim. O próprio escorregamento já mostrou que ali tem a possibilidade daquele processo acontecer. A Serra do Mar é suscetível a escorregamentos, já que é um terreno com inclinação muito alta e solos suscetíveis.

Segundo ele, apesar do deslizamento ser “comum” naquela região, é "difícil prever" a trajetória que o material poderá fazer. No acidente da sexta-feira passada, de acordo com Gramani, a terra, os troncos de árvores e pedras que deslizaram para a pista devem ter vindo de longe, ter encontrado um canal de drenagem, ter superado a capacidade deste e por isso, extravasou para o viaduto.

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—Chamou atenção o fato de o escorregamento ter invadido o viaduto e depois de 30 e poucos anos que existe a Imigrantes este material ter achado esse caminho que pudesse atingir o viaduto.

Para prevenir acidentes tão "particular" como o que aconteceu, Gramani afirmou que primeiro é necessário fazer  a “investigação” e tentar então encontrar “outros pontos da serra com situações parecidas”.

— É necessário verificar o tamanho da encosta e da bacia hidrográfica, por exemplo. Por isso, é importante fazer o sobrevoo e caminhar pelo local.

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A Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, informa que a empresa continuará "o monitoramento das rodovias, que inclui o acompanhamento pluviométrico e das encostas. Dependendo dos seus indicadores, a concessionária tomará medidas para preservação de condições adequadas de tráfego".

Para a concessionária, o que aconteceu no final de semana "é completamente atípico e aconteceu fora das imediações da rodovia, o que dificulta qualquer tipo de previsão e posterior ação emergencial".

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