São Paulo

23/12/2012 às 01h10 (Atualizado em 23/12/2012 às 13h43)

Eco de disparos causou pânico dentro de igreja onde homem foi executado

Cerca de 150 pessoas estavam no templo; houve correria 

Ana Cláudia Barros, do R7

Comerciante participa de culto da igreja Paz em Cristo Reprodução/Facebook

Menos de uma semana após o assassinato de um comerciante durante culto evangélico, os membros da igreja Paz em Cristo do Parque Vila Maria, na zona norte de São Paulo, onde o crime aconteceu, tentam retomar a rotina. Em entrevista ao R7, a pastora Fabia Freitas conta que o caso é encarado como “fatalidade” e que a programação do templo não será modificada.

Casada com o pastor responsável pela igreja, Fabia relata os momentos de desespero vividos pelos frequentadores na hora em que João Gualberto Pimentel dos Santos, 34 anos, era executado com aproximadamente dez tiros. Houve correria e pânico, segundo ela, que havia deixado o local minutos antes para buscar outro pastor.

Na hora dos disparos, havia cerca de 150 pessoas no templo.

— Fiquei sabendo que um caía por cima do outro, porque queria correr, mas a igreja é estreita e não tinha espaço. A igreja é tão pequena que, com o eco, parecia que estava dando tiro em todo mundo. Quem estava correndo não viu o que estava acontecendo. Só correu, entendeu? Quem iria parar para prestar atenção no que estava acontecendo? Ninguém.

Fabia diz que ela e o marido têm recebido apoio e contam com a união dos frequentadores da igreja para superar o trauma provocado pelo episódio.

— O pessoal fala: “Pastor, agora que a gente vai crescer. Estamos com o senhor”. É no momento difícil que a gente vê quem está conosco. Eu não vejo essa situação como algo contra a igreja. A gente não teve nada a ver. Infelizmente, foi uma fatalidade que aconteceu. O povo entende isso.

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A pastora conta que a vítima, conhecida como Joe, não era membro da igreja e frequentava os cultos eventualmente.

— Desde quando a gente abriu a igreja, ele ia a um culto, depois sumia por dois meses. Ele não participava nem do culto inteiro. Ia só na hora em que pregava a palavra. Ele chegava quase no fim do culto, ouvia a palavra, terminava o amém e saía.

Fabia recorre à fé para buscar explicações sobre o que aconteceu.

— A gente não imaginava que fosse acontecer aquilo. Vejo que tudo tem um propósito. Se Deus não quisesse permitir (o crime) ali dentro, Deus tinha travado as armas. Esta é minha opinião. É lógico que Deus não gostaria que acontecesse aquilo, mas se aconteceu, tem um propósito. Deus está olhando para nós e pensando assim: “Qual vai ser a reação deles agora?”

Ela relata que, antes de sair da igreja, viu Gualberto chegar.

— Vi até a hora em que ele entrou, passou por mim. Estava tão perfumado naquele dia que o cheiro levantou quando ele passou. Eu o vi sentando e foi o momento em que eu saí. Sabe o que eu penso? Melhor foi ele ter morrido dentro da igreja, porque, lá fora, talvez ele não tivesse orado antes. Ele chegou, ajoelhou, orou, falou com Deus. Tem tanto crente que passa o tempo todo na igreja e não vai ser salvo.

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