São Paulo

3/9/2013 às 13h00 (Atualizado em 3/9/2013 às 13h11)

Empreiteira de obra em São Mateus nega acusações feitas por sindicato

Salvatta Engenharia refuta alegações feitas por organização que representa operários

Thiago de Araújo, do R7

A Salvatta Engenharia negou nesta terça-feira (3) todas as acusações feitas pelo Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), feitas ao R7, a respeito das obras no prédio que desabou há uma semana em São Mateus, na zona leste da capital, matando dez pessoas e ferindo outras 26.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa da empresa ao R7, a Salvatta diz que as afirmações feitas por Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon-SP, e por Nelson Matias, supervisor de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente do sindicato, “não condizem com a verdade dos fatos”.

Como já havia declarado na semana passada, também por meio de nota, a Salvatta diz que só entrou na obra no início de agosto deste ano, para “fazer o trabalho de acabamento” no imóvel. Além disso, a empresa refuta a afirmação feita pelos sindicalistas de que teria tentado “calar os funcionários” que trabalhavam na obra em São Mateus.

— Com toda transparência, a Salvatta está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos, deixando os seus funcionários totalmente à vontade para serem ouvidos pelas autoridades, jamais tendo, como afirma a reportagem, “tentado calar” funcionário qualquer. Tanto isso é verdade, que as autoridades policiais já ouviram um grande número de funcionários. E se algum trabalhador, após o trauma do acidente, desejou retornar à sua terra natal, esse é um direito dele, que foge à alçada da Salvatta.

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A assessoria da empresa disse ainda que os donos da empreiteira, Salvador Alves de Oliveira e Maria Irene Andrade Oliveira, não irão se pronunciar sobre o caso, uma vez que “estão muito abalados” com o caso.

Confira a íntegra da nota divulgada pela Salvatta Engenharia:

Em relação à matéria publicada no dia de hoje pelo Portal R7, que entrevistou os Srs. Nelson Matias, supervisor de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente do Sintracon-SP e Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon-SP, referente ao desabamento do prédio de São Mateus, temos a esclarecer o seguinte:

Lamentavelmente as informações passadas ao R7 não condizem com a verdade dos fatos. A Salvatta Engenharia entrou na obra para fazer o trabalho de acabamento no início de agosto de 2013. Antes desse prazo não havia, absolutamente, nenhum funcionário da Salvatta na obra porque simplesmente, ela ainda não havia sido contratada pelo Magazine Torra Torra. Todos os funcionários da Salvatta são registrados e sempre utilizaram equipamentos de proteção individual. A Salvatta em nenhum momento abandonou os seus funcionários e está dando todo o apoio material e emocional necessário. Com toda transparência, a Salvatta está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos, deixando os seus funcionários totalmente à vontade para serem ouvidos pelas autoridades, jamais tendo, como afirma a reportagem, “tentado calar” funcionário qualquer. Tanto isso é verdade, que as autoridades policiais já ouviram um grande número de funcionários. E se algum trabalhador, após o trauma do acidente, desejou retornar à sua terra natal, esse é um direito dele, que foge à alçada da Salvatta.

Qualquer outra dúvida, estamos à disposição para respondê-las.

Fiscal será ouvido nesta terça-feira

O fiscal Valdecir Galvani de Oliveira será ouvido nesta terça-feira pela Controladoria-Geral da Prefeitura de São Paulo. Ele era o responsável pela fiscalização da obra que desabou em São Mateus e, inclusive, chegou a aplicar multas contra a obra irregular, ainda em março deste ano. Dias depois, ele pediu exoneração do cargo. Segundo o próprio fiscal, a razão seria a aposentadoria que já estava planejada.

O corregedor Newton Cardoso Nagato conduz as investigações internas solicitadas pelo prefeito Fernando Haddad, que quer saber se houve falha na fiscalização da obra. Além disso, existe a suspeita de que alguém da área tenha recebido propina para não paralisar a obra, já que o proprietário da área, Mostafa Abdallah, Mustafá, teria dito ao fiscal que “estava tudo acertado” e que ele não se preocupava com as multas.

Além dos policiais do 49º Distrito Policial e da Corregedoria da prefeitura, o Ministério Público de São Paulo, o Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia) e o CAU-SP (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) realizam investigações sobre o caso.

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