São Paulo

13/12/2012 às 00h26 (Atualizado em 14/12/2012 às 12h28)

Escolas e faculdades mudam rotina após boatos de toque de recolher

Alunos têm que enfrentar temor de violência para assistir às aulas

Ana Cláudia Barros, do R7

Em novembro, escola estadual na zona norte fechou após noite de crimes FABIO MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Os boatos de toque de recolher já alteraram até mesmo o funcionamento de instituições de ensino. É o caso de uma faculdade no ABC paulista no final de outubro. Em Taboão da Serra, a Escola Estadual Professora Maria Aparecida Nigro Gava chegou a reduzir a carga horária dos alunos do turno noturno pelo mesmo motivo.

A agente de organização escolar Vanessa Paixão revelou ao R7 que, por alguns dias, a direção liberou os alunos mais cedo, às 21h, sendo que o horário de saída normalmente é às 23h.

— A princípio, foi pela história do toque de recolher. Depois, mesmo [com] a polícia afirmando que estava seguro, os alunos continuaram dizendo que estava perigoso, que as ruas deles estavam sendo fechadas. O diretor foi conversar com os policiais e eles disseram que não tinha problema.

Toque de recolher: A ordem vem do crime?

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De acordo com a agente escolar, os estudantes ainda se sentem ameaçados, mas já estão convencidos de que "sempre houve violência em São Paulo”.

— Não tem como se trancar em casa e evitar ir ao trabalho, à escola ou a qualquer outro lugar. Eles [alunos] se convenceram de que precisam ir para a escola. Vira e mexe tem um aluno que fala: “Está perigoso. Não vai liberar mais cedo?” O diretor sempre fala que quem se sentir ameaçado não deve sair de casa. [Mas] A gente tem que confiar nos policiais. Eles estão aqui, de manhã, de tarde e de noite. Sempre estão rondando, perguntando se está tudo bem, se tem alguma coisa de diferente.

Série especial do R7: Toque de recolher é boato ou verdade?

Na Escola Estadual Comendador Miguel Maluhy, no distrito de Campo Limpo, na zona sul da capital, as aulas não chegaram a ser suspensas, mas os estudantes passaram a receber orientações de segurança, conforme diz a professora Marilza Quirino.

— Assustados, nós ficamos. Principalmente, nos primeiros momentos [da onda de violência]. Mas minha diretora não deixa de forma nenhuma cancelar aula. Não dá para prejudicar o aluno, principalmente em reta final. Ela já fez algumas visitas nas salas, pedindo para os alunos ficarem atentos, não ficarem na porta da escola dando sopa. Quando saírem da escola, para irem direto para casa. Aqueles que se sentirem mais inseguros, que peçam os pais para virem buscar.

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