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18 de Maio de 2013

21/11/2012 às 19h45 (Atualizado em 21/11/2012 às 19h51)

Hopi Hari é condenado a pagar R$ 1,5 milhão a artista que ficou paraplégico

Parque vai recorrer da decisão

Fernando Mellis, do R7

A Justiça do Trabalho de Jundiaí, no interior de São Paulo, condenou o parque de diversões Hopi Hari a indenizar em mais de R$ 1,5 milhão o artista norte-americano Ryan Mitchel Bergeron, que ficou paraplégico durante um show de esqui aquático, em 2008. A sentença, em primeira instância, saiu no início deste mês e o parque vai recorrer da decisão.

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O acidente com Ryan aconteceu em julho de 2008. Ele tinha sido contratado pela empresa GT Ultralights, que prestava serviços ao Hopi Hari, somente para os shows no Brasil. Em uma manobra no lago do parque, o artista se acidentou e perdeu o movimento das pernas. Ele pedia R$ 7,5 milhões de indenização.

O juiz Jorge Luiz Souto Maior, da 3ª Vara do Trabalho de Jundiaí, citou na decisão a falta de segurança durante a apresentação.

— Não se pode deixar olvidar, também, a responsabilidade que tomba sobre a empresa acerca do meio ambiente de trabalho e o local destinado à execução da exibição era inadequado haja vista o muro de pedra, em volta do lago, contra o qual o reclamante [Ryan] acabou se chocando, o qual não continha qualquer aparato de proteção.

A responsabilidade do pagamento foi dividida entre o Hopi Hari e a GT Ultralights. Segundo a decisão, as duas empresas devem pagar R$ 917.000 por danos morais. O valor corresponde a um salário de R$1.500 mensais, desde a data do acidente até quando a artista completar 73 anos. Além disso, por danos morais, o valor estipulado foi de R$ 600.000.

Em nota, o Hopi Hari disse que vai recorrer da decisão da Justiça, pois “acredita que não teve qualquer responsabilidade para a ocorrência do evento”. E ainda acrescentou que “vai buscar este entendimento por meio de recurso que será apresentado oportunamente”. Os advogados da GT Ultralights não foram encontrados para comentar o caso.

Em fevereiro deste ano, um acidente em um brinquedo do parque matou a adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos. A família dela pede indenização de R$ 4,6 milhões ao Hopi Hari.

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