São Paulo

2/3/2014 às 03h12

Medo afasta visitas na penitenciária em Presidente Venceslau

Movimento no presídio caiu pela metade neste sábado; polícia descobriu plano de resgate

Agência Estado

O movimento de familiares de presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau caiu pela metade neste sábado (1º). A queda foi causada em parte pelo medo de uma rebelião no presídio e pelo intenso aparato policial demonstrado durante as visitas no final de semana anterior, como conta uma moça que se identificou por Luana e estaria visitando o namorado.

— Conheço duas amigas que viriam, mas ficam com medo, porque tem muita polícia por aqui e elas temiam que pudesse ocorrer algum distúrbio.

Um dos agentes disse que o movimento de visitantes neste sábado caiu pela metade

— Talvez por conta da intensa movimentação de viaturas e homens do lado de fora no domingo, as visitas foram bem menores hoje. Também pode ser que elas ficaram com medo de uma possível rebelião.

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Mesmo com a redução do número de visitantes, os agentes apertaram as revistas e até atrasaram a entrada de algumas pessoas. Três mulheres foram barradas pelo detector de metal, mas a Polícia Militar informou que nada foi encontrado com elas. Uma delas disse que ia recorrer a um advogado na tentativa de conseguir visitar o marido.

"Tranquilidade"

Apesar do clima, familiares de presos da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau deixaram a unidade na tarde deste sábado afirmando que a situação dentro do presídio é de "tranquilidade". Os depoimentos das mulheres dos presos pareciam ter sido ensaiados, de tão semelhantes entre si, contrastando com o temor demonstrado por elas pela manhã. Antes de entrarem na unidade elas diziam temer que o presídio pudesse se transformar em um novo Carandiru com uma possível rebelião causada pela transferência de líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

A P-2 é usada exclusivamente para abrigar integrantes do PCC, entre eles o comandante da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que pretendia fugir do presídio com outros três líderes da facção: Cláudio Barbará da Silva, Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, e Luiz Eduardo Marcondes Machado, o Du Bela Vista. Para isso, usariam dois helicópteros, um avião Cessna 510 e armamento pesado. Para evitar a fuga, equipes de elite com armamento de guerra, foram enviadas a Venceslau, onde continuavam a postos neste sábado. E para punir os detentos, o Governo do Estado pediu a remoção dos quatro líderes do PCC para o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), de Presidente Bernardes.

Outros visitantes confirmarm que o clima era tranquilo no local.

— Está tudo em paz, o pessoal nem sabia o que estava se passando aqui fora.

— Essas notícias de perigo de rebelião e de plano de fuga com helicóptero é coisa da mídia.

Apesar disso, o esquema de segurança do lado de fora do presídio, reforçado desde domingo passado (23), quando as forças de segurança se postaram para evitar que o plano de fuga fosse colocado em prática, continuava.

Expectativa

O dia de visitas deste domingo (2) é de expectativa para a maioria dos detentos do PCC. Uma visitante deste sábado deixou escapar que o marido e a maioria dos detentos estão à espera de uma manifestação da cúpula da facção sobre o pedido de transferência de Marcola e outros líderes.

O domingo será dia de visita dos familiares dos presos que cumprem pena em raios de número ímpares, onde estão as principais lideranças do PCC, entre elas, o próprio Marcola e os que participariam da fuga.

— A expectativa é de que se eles [líderes do PCC] forem decidir alguma ação, vão decidir após conversar com seus parentes e só depois vão comunicar os outros colegas.

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