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Nível da água diminui no reservatórios de SP, incluindo Cantareira

Reservatórios operavam nesta manhã de domingo (18) com 74% do total de sua capacidade

cantareira
cantareira NILTON CARDIN/ESTADÃO CONTEÚDO

O nível de água do Sistema Cantareira teve leve redução neste domingo (18) em comparação com os dias anteriores e os reservatórios operavam nesta manhã com 74% do total de sua capacidade, segundo informações do site da Sabesp. O Cantareira abastece a capital e outras cidades do estado de São Paulo.

A Sabesp informou que nas últimas 24 horas não houve registro de chuva nos mananciais que compõem o sistema. Até esta manhã, o índice de chuva acumulado em setembro na Cantareira era de 25,9 mm — a média histórica é de 88,4 mm.

Os outros cinco sistemas que abastecem o Estado de São Paulo registraram queda na quantidade de água de seus reservatórios: Alto Tietê: 40% da capacidade; Guarapiranga: 75,2% da capacidade; Alto Cotia: 94,2% da capacidade; Rio Grande: 77% da capacidade; Rio Claro: 73,2% da capacidade.

Mais água do que no período pré-crise hídrica

No último dia 10 de setembro, as notícias sobre o reservário Cantareira eram mais animadoras. Pela primeira vez desde o início da seca histórica em São Paulo, o Sistema Cantareira acumula mais água do que no período pré-crise hídrica. Com nível de 45,5% — sem incluir o volume morto —, o principal manancial paulista supera o índice registrado na mesma data em setembro de 2013, de 45,4%. Há um ano, o nível do sistema estava em -13,9%, dentro da reserva profunda dos reservatórios, que foi usada emergencialmente entre 2014 e 2015.

Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), os índices mostram que “as previsões pessimistas que apontavam que o Cantareira nunca ia se recuperar ou que demoraria dez anos para isso eram alarmistas e erraram de forma crassa”. A empresa, responsável pelo abastecimento de água de quase 20 milhões de moradores da Grande São Paulo, afirma que a recuperação do sistema usado para atender 7,4 milhões de pessoas “vai continuar”. Em outubro, começa o período chuvoso.

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A melhora do Cantareira, registrada após um longo período de racionamento de água, redução do consumo pela população e da exploração do sistema pela Sabesp, e, principalmente, depois do retorno das chuvas no manancial, no fim de 2015, fez com que a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE), aumentassem, após sete meses, o limite de captação de água do sistema pela Sabesp de 23 mil litros por segundo para 25 mil l/s. Antes da crise, a captação era de 31 mil l/s e no auge da seca caiu para 13 mil l/s.

Projeções feitas pela Sabesp mostram que mesmo se a seca de 2014 - a pior em 85 anos de registros - se repetir nos próximos meses o que é improvável, de acordo com a companhia, o Cantareira chegará ao final de novembro com 28% do volume útil, sem incluir o volume morto dos reservatórios. De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do governo federal, São Paulo deve ter chuvas dentro da média nos próximos meses. A temporada chuvosa no Estado vai até março.

Histórico

A crise hídrica foi anunciada pela Sabesp no fim de janeiro de 2014, após um baixo volume de chuvas em dezembro e naquele mês, mas o Cantareira já registrava déficit mensal em seu estoque - perdia mais água do que recebia - desde maio de 2013. O cenário crítico só mudou em fevereiro de 2015, quando choveu acima da média no manancial.

Naquele mês, contudo, o sistema já havia chegado ao nível mais baixo da história (-23%). À época, a Sabesp intensificou o racionamento de água na região metropolitana - bairros chegaram a ficar até 20 horas sem água por dia - para reduzir a captação de água do manancial e evitar o colapso do sistema.

Agora, a companhia diz que o abastecimento está garantido e aumentou a segurança hídrica com as obras feitas para captar água em outros mananciais, como a Billings. 
 

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