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publicado em 12/05/2011 às 06h00:

“Queremos evitar uma guerra entre traficantes
de crack e oxi”, diz delegado-geral de SP

Existe possibilidade de haver 'uma cisão' entre traficantes, afirma Marcos Carneiro

João Varella, do R7 com R7 Rio

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A Polícia Civil de São Paulo já se articula para combater a entrada no Estado da droga batizada de oxi. Uma das preocupações da instituição é com uma possível disputa sangrenta entre os traficantes de crack e oxi, segundo declarou o delegado-geral da instituição, Marcos Carneiro, em entrevista exclusiva ao R7 nesta quarta-feira (11).

Carneiro afirmou que se reuniu, na terça-feira (10), com coordenadores do Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos). O departamento vai encabeçar as estratégias de combate ao oxi no Estado. De acordo com o delegado-geral, a estratégia da Polícia Civil será focar no combate ao traficante. Para Carneiro, alguns grupos de traficantes de oxi podem tentar roubar "o mercado do crack", o que pode trazer consequências violentas.

– Existe a possibilidade de haver uma cisão entre traficantes. A disputa entre eles pode acabar em uma guerra. Queremos evitar isso.

O delegado diz que a polícia está atenta para evitar que se repita a disputa que houve quando o crack começou a "tirar mercado" da cocaína em São Paulo nas décadas de 1990 e 2000. 

Nova droga

Assim como o crack, o oxi é produto do tratamento da pasta de cocaína. Porém, para obter o oxi, os traficantes misturam a pasta com querosene, cal virgem, gasolina e líquidos oxidantes (daí o nome da droga), substâncias mais baratas que o bicarbonato e o amoníaco usados na composição química do crack. Justamente por isso, o preço da pedra de oxi é cerca de 30% mais baixo que a de crack. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, é possível comprar cinco pedras de oxi  gastando entre R$ 2 e R$ 5.

A rapidez com que se instala a dependência é uma das ações devastadoras do oxi, segundo o médico Elisaldo Carlini, do Cebrid (Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas). A forma de consumo é por meio do fumo, o que torna a absorção da droga extremamente rápida. Do pulmão, o oxi vai direto para a corrente sanguínea. A diferença com o crack está no tempo de absorção. Enquanto o crack demora em média 15 segundo para fazer efeito sobre o usuário, o oxi leva 10 segundos. O oxi também vai além da paranoia, e provoca amarelidão na pela, problemas de fígado, dores estomacais, de cabeça, náuseas, vômitos e diarreia constante. De acordo com Carlini, uma pessoa viciada em oxi pode morrer em apenas um ano.

Já a coordenadora terapêutica e especialista em dependência química da Clínica Maia Prime, Ana Cristina Fulini, diz acreditar ser ainda muito cedo para se afirmar quais são as consequências do oxi. Por enquanto, segundo ela, os usuários dessa droga são os mesmos do crack, que compram a “droga mais barata”.

– Ainda é cedo para dizer as consequências do oxi. Certamente, são iguais ou piores que o crack.

Ana Cristina afirma que, pelo simples fato do empedramento da droga ser mais barato, existe a possibilidade do oxi ter uma disseminação muito mais rápida e, por isso, causar muito mais danos.

Entrada no país

As primeiras informações sobre uso de oxi surgiram no Norte do país há cerca de cinco anos. Em São Paulo, existem confirmações do uso da droga há ao menos um ano. Na última terça-feira, mil pedras da droga foram apreendidas no centro de São Paulo, na região conhecida como cracolândia. Entre os dependentes que circulam pela área, o oxi é conhecido como "a pedra de R$ 2". No Mato Grosso do Sul, a primeira apreensão de oxi aconteceu neste ano, segundo a polícia local.

Especialistas afirmam, porém, que pelo fato de a droga ser parecida com o crack, o registro das apreensões feitas pela polícia em todo o país pode ter sido errado em várias ocorrências, e o oxi pode estar sendo usado no Brasil há ainda mais tempo.

Veja vídeo de apreensão de oxi em SP:

 

 


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