Julia Chequer/R7Advogado Ricardo Martins acredita que causa dos Nardoni ainda não está perdida
27 de Maio de 2012

Martins disse que vai repetir, quantas vezes forem necessárias, que casal é inocente
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
O advogado também disse que discorda da posição do chefe de defesa do casal, Roberto Podval, de que esta é uma causa perdida. Na noite de quinta-feira (25), Podval afirmou que as chances de vitórias são pequenas, mas que ele faria seu trabalho com dignidade. Para Podval, o casal já entrou naquele júri condenado pela sociedade.
- Eu não concordo que se trate de uma causa perdida. Sempre tive uma intuição e sempre acreditei muito na inocência do casal.
Martins afirmou que conhece mais o processo do que Podval porque o viveu e não apenas leu. Ricardo Martins trabalha na equipe de defesa do casal Nardoni desde o início do processo, em 2008. O advogado Roberto Podval assumiu o caso apenas em 2009, quando Marco Polo Levorin - que presidia a defesa - deixou o caso.
Martins também disse que conhecia o processo melhor até mesmo que o promotor Francisco Cembranelli porque estava desde o primeiro dia na delegacia, junto com o casal.
- Eu já estava lá desde o primeiro dia, antes mesmo de o Cembranelli entrar no caso. Eu, melhor do que ninguém, sei tudo que existe nesse processo e digo com convicção que eles são inocentes e nós provaremos isso.
Ricardo Martins voltou a integrar a defesa do caso a pedido do próprio Roberto Podval. Nesta sexta-feira, ele apareceu no Fórum de Santana segurando um livro nas mãos chamado Oratória para Advogados e Estudantes de Direito.
Possível fim do julgamento
O quinto e provável último dia de julgamento do caso Isabella, previsto para começar às 9h desta sexta-feira (26), será tomado pelos debates entre a acusação feita pelo promotor Francisco Cembranelli e a defesa do advogado Roberto Podval. Antes disso, porém, pode haver leitura de alguns trechos do processo.
O enfrentamento começa com a fala do promotor que vai pedir a condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá pela morte da menina Isabella, de cinco anos, em março de 2008. Cembranelli poderá defender sua tese por duas horas e meia.
Em seguida, é a vez de Podval, que defende os Nardoni. O advogado, que poderá usar o mesmo tempo, deve questionar o laudo da polícia e criticar as investigações. Para a defesa, a polícia não apurou a hipótese de uma terceira pessoa ter matado Isabella.
Após a exposição da defesa, se quiser, Cembranelli pode pedir réplica, de duas horas. E, se isso acontecer, a defesa tem direito a uma tréplica, também de duas horas. A fase de debates pode durar até nove horas, se esgotadas todas as possibilidades.
Depois disso, é a hora de os jurados decidirem sobre o veredicto (absolvição ou condenação). Os sete jurados se reunirão com o juiz, promotor e advogados na chamada sala secreta. Se houver condenação, o tempo da pena será determinado pelo juiz Maurício Fossen.
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