Julia Chequer/R7Roberto Podval diz que dois depoimentos de pedreiro têm contradições sobre cena do crime
27 de Maio de 2012

Roberto Podval afirmou que delegado pode ter pedido para Santos Neto negar dados
Por causa disso, Podval afirmou que quer ouvir Santos Neto para mostrar a forma como foram feitas as investigações e uma possível contradição no caso. O advogado defende que a polícia trabalhou para fechar "uma história que já estava pronta".
O pedreiro Gabriel Santos Neto foi a única das 23 testemunhas convocadas para o julgamento do caso Isabella que estava desaparecido até o início da manhã da segunda-feira (22). Por causa do sumiço, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que a defesa poderia pedir o adiamento do julgamento, o que não foi feito.
O advogado voltou a se defender das acusações de que foi “desumano” ao pedir para a mãe de Isabella ficar isolada durante o julgamento. Ele reforçou que Ana Carolina foi trazida como testemunha de acusação e não foi ele quem a convocou. O advogado afirmou também que seus clientes Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá estão “destruídos” com o julgamento.Segundo dia
O segundo dia do julgamento do casal Nardoni irá começar com o depoimento da segunda testemunha de acusação, a delegada Renata Pontes, do 9º Distrito Policial. Para esta terça, estão previstos os depoimentos das testemunhas restantes. Do total de 23 pessoas que foram convocadas tanto pela defesa quanto pela acusação, sete foram dispensadas. Assim como no primeiro dia, a sessão desta terça só deve ser encerrada por volta de 21h.
Após os depoimentos das 15 testemunhas, o juiz ouve os réus Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O pai de Isabella passou a noite no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na zona oeste, e a madrasta, na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte.
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