Julia Chequer/R7Roberto Podval encerrou dicurso ao júri do caso Isabella fazendo referência ao médium Francisco Xavier
27 de Maio de 2012

Roberto Podval pediu aos sete jurados uma decisão justa para o casal Nardoni
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
Ele pediu para que os sete jurados refletissem sobre a decisão que será tomada, uma vez que o casal ainda tem outros dois filhos pequenos para criar. Podval, que chegou a elogiar o promotor Francisco Cembranelli, pediu uma decisão justa.
O defensor argumentou que Isabella gostava de passar os fins de semana com a família Nardoni.
Falha na perícia
Durante seu discurso, Podval questionou, como era esperado, a perícia criminal do caso Isabella. Ele reclamou que a Polícia Científica ignorou uma mancha de sangue na parede do apartamento do edifício London, por não se encaixar na conclusão dos peritos, e um fio de cabelo que, segundo o advogado, estava no mesmo saco onde foi guardada a tela de proteção.
- Se não consegue colocar uma mancha de sangue na dinâmica, só posso concluir que essa dinâmica não está certa.
Roberto Podval disse que não questiona as provas coletadas, mas as conclusões tiradas a partir delas, e aponta o que chamou de “vazios”, fatos não explicados ou não investigados no caso.
O defensor do casal contou que, assim que assumiu o caso, foi até o IC (Instituto de Criminalística) para ver tudo o que havia sido coletado no apartamento do edifício London. No saco onde estava guardada a rede de proteção da janela, havia um fio de cabelo, não periciado. Entretanto, ele não deixou claro se esse cabelo estava preso à tela.
Cronologia
Roberto Podval sugeriu que os jurados fossem ao edifício London para uma nova cronometragem do tempo que o elevador leva para ir do subsolo ao sexto andar, onde morava o casal Nardoni. Segundo Podval, certamente, o tempo não vai “bater” com o que foi apontado pela perícia.
Contudo, na sequência, ele expôs o depoimento de um morador do prédio que teria entrado na garagem com o som da caminhonete alto, mais ou menos no mesmo horário em que Anna Jatobá disse que estava no carro esperando Alexandre voltar para pegar os dois filhos.
Podval afirmou que, em depoimentos anteriores, Jatobá contou que ouviu esse carro, o que comprovaria que ela não subiu com o marido ao apartamento. Nesse momento, o promotor Cembranelli questionou por que “agora o horário vale”. O defensor afirmou que, na verdade, o horário não vale para ninguém.
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