Júlia Chequer/R7O advogado de defesa, Roberto Podval, disse que quer diminuir número de testemunhas à metade
27 de Maio de 2012

Nesta manhã, ele já havia afirmado que queria reduzir número de testemunhas à metade
A declaração foi dada durante o período de recesso deste terceiro dia de julgamento, em um restaurante ao lado do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo.
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
- Quero terminar o depoimento das testemunhas até o meio-dia de amanhã [quinta-feira, quarto dia do julgamento].
No mesmo restaurante, só que do outro lado do salão, a família de Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, também almoçava. A avó da menina, Rosa de Oliveira, e o marido não quiseram falar com a imprensa. Eles estavam acompanhados de mais três pessoas.
No início desta manhã, ao chegar ao Fórum de Santana, Podval já havia dito que pretendia diminuir pela metade o número de testemunhas. Nos dois primeiros dias de julgamento do caso, apenas quatro das 16 testemunhas foram ouvidas: a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira; a delegada do 9º Distrito Policial, Renata Pontes; o médico legista do IML (Instituto Médico-Legal), Paulo Sérgio Tieppo; e o perito criminal baiano Luiz Eduardo Carvalho.
Podval disse ainda que vai manter o pedido para que o juiz Maurício Fossen não dispense Ana Carolina Oliveira do julgamento. Ele voltou a falar sobre a possibilidade de uma acareação entre ela e os Nardoni.Terceiro dia
A única testemunha ouvida até agora neste terceiro dia do julgamento, a perita criminal do IC (Instituto de Criminalística) Rosangela Monteiro, disse que o apartamento do casal Nardoni, a cena do crime do caso Isabella, foi uma das cenas mais preservadas em que já atuou.
- Foi um dos locais mais preservados em que já trabalhei. Tanto, que conseguimos todos esses vestígios.
A perita afirmou ainda que exames do IC (Instituto de Criminalística) apontaram que marcas encontradas na camiseta de Alexandre Nardoni no dia da morte de Isabella só seriam possíveis se ele estivesse segurando um peso de 25 kg - o mesmo da menina Isabella.
Ela relatou que foram feitas simulações com um modelo com o mesmo porte de Alexandre - altura e peso - que usava camiseta com fibra semelhante à usada pelo pai de Isabella no dia do crime. Para simular, foi colocado pó de grafite na tela. A perita disse ter encontrado os seguintes cenários:
1- No primeiro cenário, o modelo passou a cabeça através da tela para ver o que havia lá embaixo. As manchas eram incompatíveis às encontradas na camiseta original.
2- No segundo, o modelo tentou passar os dois braços e a cabeça, mas não conseguiu. Ele procurou então passar o corpo da maneira possível - um braço, a cabeça e parte do tronco. O resultado também foi incompatível.
3- No terceiro cenário, o modelo passou os dois braços, simulando que arremessaria um objeto. O resultado deu semelhante.
4- Nesta última simulação, o modelo passou os dois braços com um peso de 25 kg e o resultado foi compatível. Neste caso, teve de virar a cabeça para o lado direito.
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