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publicado em 26/03/2010 às 16h54:

Advogado do casal Nardoni diz que
promotor Francisco Cembranelli o “intimida”

Roberto Podval elogiou, na tarde desta sexta, acusação feita por Francisco Cembranelli

Camilla Rigi e Silvia Ribeiro, do R7

O advogado do casal Nardoni Roberto Podval elogiou o trabalho do promotor Francisco Cembranelli na acusação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Ele começou a expor sua defesa na tarde desta sexta-feira (26), na primeira fase dos debates, reconhecendo que o promotor defende sua tese – de que o casal é culpado pela morte de Isabella – com convicção.

- Doutor Francisco Cembranelli, posso começar dizendo que o senhor me intimida.

Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella

Ele avalia que o julgamento não fica equilibrado diante da experiência do promotor. Podval também elogiou o juiz Maurício Fossen, que preside o júri.

Cronologia 
Roberto Podval sugeriu que os jurados fossem ao edifício London para uma nova cronometragem do tempo que o elevador leva para ir do subsolo ao sexto andar, onde morava o casal Nardoni. Segundo Podval, certamente, o tempo não vai “bater” com o que foi apontado pela perícia.

Contudo, na sequência, ele expôs o depoimento de um morador do prédio que teria entrado na garagem com o som da caminhonete alto, mais ou menos no mesmo horário em que Anna Jatobá disse que estava no carro esperando Alexandre voltar para pegar os dois filhos.

Podval afirmou que, em depoimentos anteriores, Jatobá contou que ouviu esse carro, o que comprovaria que ela não subiu com o marido ao apartamento. Nesse momento, o promotor Cembranelli questionou por que “agora o horário vale”. O defensor afirmou que, na verdade, o horário não vale para ninguém.

Pouco antes, Podval questionou, como era esperado, a perícia criminal do caso Isabella. Ele reclamou que a Polícia Científica ignorou uma mancha de sangue na parede do apartamento do edifício London, por não se encaixar na conclusão dos peritos, e um fio de cabelo que, segundo o advogado, estava no mesmo saco onde foi guardada a tela de proteção.

- Se não consegue colocar uma mancha de sangue na dinâmica, só posso concluir que essa dinâmica não está certa. 

Roberto Podval disse que não questiona as provas coletadas, mas as conclusões tiradas a partir delas, e aponta o que chamou de “vazios”, fatos não explicados ou não investigados no caso.

Fio de cabelo

O defensor do casal contou que, assim que assumiu o caso, foi até o IC (Instituto de Criminalística) para ver tudo o que havia sido coletado no apartamento do edifício London. No saco onde estava guardada a rede de proteção da janela, havia um fio de cabelo, não periciado. Entretanto, ele não deixou claro se esse cabelo estava preso à tela.

Podval começou às falar ao júri do caso Isabella às 14h46 desta sexta, após um recesso de almoço de mais de uma hora. Antes, o promotor Francisco Cembranelli falou por duas horas e meia aos jurados.

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