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publicado em 25/03/2010 às 16h51:

Anna Jatobá gagueja e chora ao ser
interrogada por juiz Maurício Fossen

Madrasta de Isabella começou a ser ouvida em julgamento no fim da tarde desta quinta-feira

Camilla Rigi e Silvia Ribeiro, do R7

A madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, começou a depor no Fórum de Santana, zona norte de São Paulo, por volta das 16h40 desta quinta-feira (25). Após o fim do interrogatório de Alexandre Nardoni, a madrasta de Isabella entrou no local e começou a ser ouvida.

Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella

Com a voz embargada, Anna Carolina Jatobá gaguejou e chorou ao responder a pergunta do juiz Maurício Fossen sobre o que ocorreu no dia do crime. A madrasta de Isabella começou o depoimento recuando até a quarta-feira daquela semana de março de 2008, anterior ao crime. Isabella Nardoni morreu na noite do sábado seguinte, no dia 29.

Da mesma forma que ocorreu com seu marido, Jatobá deverá ser interrogada pelo juiz e, na sequência, pelo promotor Francisco Cembranelli e pelos advogados de sua equipe de defesa. Diferente do que ocorreu no primeiro depoimento em que Anna precisou deixar o plenário, Nardoni assiste à fala da mulher.

Depoimento de Nardoni

Ao longo desta quinta-feira, Alexandre Nardoni prestou um depoimento polêmico. Ele disse que - durante depoimento anterior à polícia em 18 de abril de 2008 - recebeu uma "proposta de acordo" em que assumiria a responsabilidade pelo homicídio culposo (sem intenção de matar) de Isabella em troca da inocência da mulher.

Ele relatou que o promotor Francisco Cembranelli; a delegada do 9º Distrito Policial, Renata Pontes; e o advogado Ricardo Martins presenciaram a suposta proposta.

- Queriam que eu assinasse homicídio culposo e tirariam a minha esposa fora do processo. (...) Me deixaram indignado.

Segundo ele, a proposta teria sido feita pelo delegado Calixto Calil Filho. De acordo com Nardoni, o acordo foi apresentado após o grupo mostrar a ele fotos da menina Isabella morta no necrotério.

Nardoni afirmou que, na hora em que a proposta foi apresentada, o advogado dele não se manifestou.

- Eles poderiam me condenar que não íamos assinar nada.

Ao fazer a acusação, Nardoni respondia à segunda questão do promotor Francisco Cembranelli, que lhe perguntou inicialmente o nome da professora de Isabella. Nardoni respondeu que o nome era Fernanda. Ao que o promotor provocou:

- Dezoito dias depois [do crime], o senhor não lembrava.

Foi então que Nardoni começou a relatar a suposta proposta feita em 18 de abril, dia do interrogatório. Ele afirmou que o promotor “estava do lado” e ouviu o suposto acordo. Cembranelli questionou: “eu participei dessas negociações?”

-  O senhor ouviu.

Nardoni já respondeu às perguntas do juiz Maurício Fossen e ainda deve ser submetido a interrogatório pelo seu advogado, Roberto Podval.

 

 

Ameaças e xingamentos

Durante depoimento ao juiz Maurício Fossen, Nardoni disse que foi ameaçado por policiais e investigadores no 9º DP, onde o boletim de ocorrência do caso Isabella foi registrado, logo após a morte da menina, em 29 de março de 2008. Ele contou que foi levado "com excesso de força" para uma sala no primeiro andar da delegacia e que foi xingado.

Nardoni contou que foi separado da mulher, Anna Carolina, logo na chegada da delegacia. Ao ser levado para o primeiro andar do local, segundo ele, os policiais teriam dado início a "uma sessão de xingamentos de baixo calão". Nardoni conta que chegou a dizer aos policiais que "não estava ali para ser xingado, mas para ajudar". 

O pai da menina Isabella afirmou que entre os policiais que o xingaram estava Calil Filho.

- Jogaram copo, garrafa e lixeira em cima de mim.

Ele afirmou ainda que a delegada Renata Pontes chegou a amaçá-lo. Ela teria afirmado:

- Vamos algemá-lo aqui e ver o que vai acontecer.

Nardoni disse que alguns delegados quiseram "ir para cima dele", para bater nele, mas que não chegou a ser agredido. Ele afirma que ficou nesta situação durante horas.

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