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publicado em 18/02/2011 às 13h23:

Artistas transformam lixo das
ruas de SP em obras de arte

Exposição acontece até o dia 28 de fevereiro na Passagem Literária

Andrea Dip, do R7


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Os artistas Henrique Koblitz, Rafael Calixto e Victor Zalma inventaram um novo “R” para o conhecido lema sobre o lixo nas cidades (reduzir, reutilizar e reciclar): o “ressignificar”. Com esse conceito, eles montaram a exposição Bloco de Madeira na Passagem Literária, da rua da Consolação. A mostra apresenta desenhos em tela, suporte e papel, confeccionados com látex, spray e caneta posca (pincel) sobre peças encontradas nas ruas e no lixo alheio.

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Segundo a Prefeitura de São Paulo, a cidade gera, em média, 17 mil toneladas de lixo diariamente entre lixo residencial, de saúde, restos de feiras, podas de árvores e entulho. Só de resíduos domiciliares são coletados quase 10 mil toneladas por dia.

Em entrevista ao R7, o artista plástico Henrique Koblitz explica o novo “R”e o que tem de mais legal em expor na Passagem Literária:

Vocês saíram catando lixo na rua para montar as peças da exposição?
Henrique Koblitz
- Sim! Nós pensamos que além de reciclar, reutilizar e reduzir, as pessoas também podem ressignificar o lixo da cidade, dar a ele um novo significado que expresse alguma coisa. Por exemplo: nós pegamos madeiras jogadas por construções, lixamos, pintamos, arrumamos e transformamos em outra coisa! A mesma coisa com pedaços de ferro, lixo tecnológico...

E as pessoas realmente jogam muita coisa bacana fora?
Henrique Koblitz
- Nossa, cada coisa incrível! Eu tenho várias cadeiras na minha casa que foram feitas com madeiras jogadas fora, que parecem ser de lojas chiques de design!

Fale sobre a exposição na Passagem Literária. É um espaço bem diferente de uma galeria de arte... 
Henrique Koblitz
- É um lugar de passagem, essa é a graça. Muita gente que passa e olha nossa obra nunca iria a uma galeria de arte. Ou porque não tem oportunidade, ou porque não tem tempo, não tem o hábito... Quando montamos a exposição, ficamos observando a reação das pessoas. Muitas paravam, ficavam olhando. Um homem com um cachorro, uma senhora, um mendigo. A Passagem Literária é um espaço democrático e a discussão do lixo é para se ter com a sociedade, na rua, não em um espaço elitizado. Achamos que casou muito bem.

Qual é o próximo passo? 
Henrique Koblitz
- Queremos levar as obras para outros espaços públicos e começar a fazer coisas assim nos muros da cidade, uma evolução do grafite.

Exposição Bloco de Madeira e Transição
Onde:
Passagem Literária da Consolação - passagem subterrânea que cruza a rua da Consolação, na altura da avenida Paulista
Quando: até 28 de fevereiro; segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 22h
Quanto: grátis


 
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