Helvio Romero/AERosa Cunha Oliveira classificou de "covardia" pedido da defesa dos Nardoni para não dispensar sua filha, Ana Carolina Oliveira, como testemunha
27 de Maio de 2012

Mãe de Isabella prestou depoimento e não foi dispensada; agora, ela fica em fórum
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
Para Rosa Maria, sua filha está debilitada após o depoimento, que durou cerca de cinco horas, e classificou como “covarde” o fato da defesa ter transformado Ana Carolina em um testemunha para um possível acareação com Alexandre Nardoni.
- É uma covardia o que estão fazendo com a minha filha. Eles (a defesa) querem tirar o direito dela de testemunhar o julgamento.
A decisão de manter Ana Carolina como integrante do julgamento foi proferida pelo juiz Maurício Fossen no final da noita de segunda-feira, após o fim do depoimento dela. O juiz atendeu ao pedido dos advogados de defesa dos Nardoni, que não descartaram a possibilidade de realizar uma acareação entre a mãe de Isabella e o casal Nardoni.
Com a determinação, Ana Carolina Oliveira passa a dormir no Fórum da Barra Funda, na zona oeste, de São Paulo, junto com outras testemunhas que fazem parte do julgamento.
Na final da noite da segunda, o promotor Francisco Cembranelli classificou o pedido da defesa de "desumano". A crítica foi rebatida pelo advogado de defesa Roberto Podval. Ele disse que não foi insensível, tanto que não arrolou Ana Carolina Oliveira como testemunha.
Roberto Podval também criticou a postura de Ana Carolina, que chamou de “assistente de acusação” e não de testemunha. Segundo o advogado, a mãe de Isabella contratou uma advogada (Cristina Christo, assistente de acusação) para fazer à mãe de Isabella as perguntar que ela queria que fossem feitas.Segundo dia
O segundo dia de julgamento do casal Nardoni no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, começou às 10h05 desta terça-feira (23), com um atraso de pouco mais de uma hora do horário previsto para o início. A primeira testemunha a depor, que foi convocada por defesa e acusação, é a delegada Renata Pontes, do 9º Distrito Policial da capital paulista.
De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo, o motivo do atraso foi a montagem da maquete do edifício London que será usada pela acusação no julgamento. Por volta das 11h20, a assessoria informou que a maquete já estava montada na sala do júri.
A expectativa do tribunal é de que até o meio da tarde desta terça-feira (23), sejam ouvidas todas as testemunhas de acusação – uma só da acusação e três em comum com a defesa. A perspectiva final é de que até a hora do almoço da quarta-feira (24) todos os depoimentos sejam concluídos, incluindo os da defesa. Caso a estimativa seja cumprida, os réus Alexandre Nardoni, de 31 anos, e Anna Carolina Jatobá, de 26, serão ouvidos na tarde da quarta.
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