A classe alta paulistana usa a motocicleta para fugir do rodízio, aponta pesquisa apresentada nesta segunda-feira (10) na Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo. As motos não são afetadas pelo regime de restrição de circulação no centro da capital paulista criada em 1997 em São Paulo e ficam mais comuns quanto mais rica é a família.
Os dados foram apresentados pelo consultor de transportes Horácio Figueroa, que vez a pesquisa a pedido do Sindepark (Sindicato das Empresas de Garagens e Estacionamentos do Estado de São Paulo). O mesmo estudo, revelado pelo R7 nesta segunda-feira, mostrou que o rodízio de veículos
aumentou a frota da cidade em 1 milhão de veículos.
Entre os que tem quatro ou mais carros, 36,63% dos que responderam à pesquisa têm ao menos uma moto. Entre os que tem um carro, 6,63% dos entrevistados têm também uma moto.
Entre esses extremos, 12,05% dos que tem dois carros são donos de uma motocicleta e 24,8%dos que tem três automóveis tem ao menos uma moto.
Para o engenheiro de trânsito Figueira, o aumento do uso da moto é de pessoas que querem driblar o rodízio de carros da capital paulista.
- Isso tudo é para fugir do rodízio.
Para a pesquisa foram entrevistados 994 motoristas de famílias diferentes.
Cerca de cem pessoas estiveram presentes no seminário "O desafios da mobilidade de São Paulo: avaliação e indicadores", organizado pela Câmara em parceria como Movimento Nossa São Paulo.