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publicado em 23/05/2012 às 06h39: atualizado em: 23/05/2012 às 07h40

Com greve de Metrô e CPTM, pontos de ônibus ficam lotados na zona leste

Trens circulam com velocidade reduzida em parte da rede nesta manhã

Vanessa Sulina, do R7 com Rede Record


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Os pontos de ônibus da zona leste de São Paulo estavam lotados por volta das 6h30 desta quarta-feira (23) devido à greve do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista dos Trens Metropolitanos).

Com a linha 3 - Vermelha do Metrô funcionando apenas parcialmente — entre Bresser e Santa Cecília — e com a linha 11 - Coral da CPTM paralisada, restaram apenas os ônibus como transporte coletivo para os moradores da região.

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Desde as 5h30 desta quarta, o Metrô operava com um plano de contingência. Em três linhas da rede — 1- Azul (Tucuruvi - Jabaquara), 2 - Verde  (Vila Madalena - Vila Prudente) e 3 - Vermelha (Corinthians/Itaquera - Palmeiras/Barra Funda) — os trens circulam com velocidade reduzida apenas em alguns trechos. Nas linhas 4 - Amarela (Luz - Butantã) e 5 - Lilás (Capão Redondo - Largo Treze) o funcionamento era normal.

De acordo com o Metrô, na linha 3, o trecho entre as estações Bresser e Santa Cecília foi aberto às 6h17. Os outros trechos do metrô que estão com trens são entre as estações Luz e Ana Rosa na linha 1 e entre Ana Rosa e Clínicas na linha 2.

Usuários

Na estação Barra Funda, os usuários davam com a cara na porta por volta das 6h30 desta quarta. Geberson da Silva Alves estava desde as 5h esperando a estação abrir. Sem saber da greve, foi para o terminal, com o objetivo de pegar o metrô para ir até o Tucuruvi, onde trabalha.

— Tem como ir de ônibus, mas vai levar umas quatro horas. Já avisei o chefe. Ele não gostou muito não, mas vai ter que entender.

Cristiano Jesus, ajudante-geral, estava sabendo da greve. Ele tentava ir para o trabalho, no Tatuapé. Antes, ele pegou um ônibus até o terminal Barra Funda, mas pretendia seguir de metrô. Sem conseguir embarcar, disse que iria desistir e voltar para casa.

A enfermeira Eloisa Schurig sabia que haveria greve, mas entendeu que a paralisação seria parcial. Ela ficou surpresa com a estação fechada.

— Eles mudam de ideia e atrapalham nossa vida. Estou aqui há 15 minutos pensando em uma rota alternativa para chegar ao trabalho.

Greve

A greve atinge também a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Os ramais 11-Coral e 12-Safira da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) estão totalmente parados.

Segundo o  Sindicato dos Metroviários,  os trens podem estar sendo operados por supervisores que não aderiram à greve. No entanto, segundo a entidade, esses profissionais não são capacitados para essas funções. Uma pequena parcela dos condutores também não participa da paralisação. 

As categorias decretaram paralisação após assembleias ocorridas na noite da terça-feira (22). A decisão dos metroviários ocorreu após uma audiência de instrução realizada na sede do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) entre representantes do sindicato e da Companhia do Metropolitano de São Paulo.

Após a audiência terminar sem acordo, a Justiça determinou que 100% do efetivo trabalhe nos horários de pico (das 5h às 9h e das 17h às 20h) e 85% nos demais horário.

No entanto, de acordo com diretor do Sindicato dos Metroviários, Alexandre Leme, a categoria não irá respeitar a liminar da Justiça.  Segundo ele, isso significaria não ter greve.

Caso os metroviários realmente descumpram a decisão do TRT, ficou determinada multa diária de R$ 100 mil, em favor de entidades determinadas pelo Ministério Público do Trabalho.

Reivindicações

De acordo com o sindicato, os funcionários exigem por 5,13% de reajuste salarial, 14,99% de aumento real, vale-alimentação de R$ 280,45 e reajuste de 23,44% para o vale-refeição. Também querem equiparação salarial, 36 horas semanais, adicional risco de vida de 30%, periculosidade sobre todos os vencimentos, plano de saúde acessível para os aposentados e reintegração de todos os demitidos em 2007.
 

Assista o vídeo:

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