Julia Chequer/R7Movimentação dos jornalistas em frente ao Fórum de Santana, na zona norte da capital paulista, no segundo dia do julgamento do caso Isabella
27 de Maio de 2012

Delegada Renata Pontes, do 9º Distrito Policial de São Paulo, é a primeira a depor
Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella
De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo, o motivo do atraso foi a montagem da maquete do edifício London que será usada pela acusação no julgamento. Por volta das 11h20, a assessoria informou que a maquete já estava montada na sala do júri.
A expectativa do tribunal é de que até o meio da tarde desta terça-feira (23), sejam ouvidas todas as testemunhas de acusação – uma só da acusação e três em comum com a defesa. A perspectiva final é de que até a hora do almoço da quarta-feira (24) todos os depoimentos sejam concluídos, incluindo os da defesa. Caso a estimativa seja cumprida, os réus Alexandre Nardoni, de 31 anos, e Anna Carolina Jatobá, de 26, serão ouvidos na tarde da quarta.
Essa estimativa, porém, é considerada muito positiva, já que, desde o início, o julgamento do caso tem registrado sucessivos atrasos. Na segunda-feira (22), a previsão era de que o julgamento tivesse início às 13h, mas a sessão só começou às 14h17. Já o término estava previsto para as 21h, mas só ocorreu 50 minutos depois.
Na segunda-feira (22), apenas a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, testemunha da acusação, prestou depoimento. Para esta terça, estão previstos os depoimentos das testemunhas restantes. Do total de 23 pessoas que foram convocadas tanto pela defesa quanto pela acusação, sete foram dispensadas. Assim como no primeiro dia, a sessão desta terça está prevista para ser encerrada por volta de 21h.
Depoimento do pedreiro
Antes da retomada do julgamento nesta terça, o advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval disse que o depoimento do pedreiro Gabriel Santos Neto vai mostrar como foi feita a investigação pela polícia. Segundo Podval, depois de dar, na época do crime, uma entrevista a um jornal dizendo que a obra onde ele trabalhava - nos fundos do apartamento dos Nardoni - foi invadida, Santos Neto teria dado uma outra entrevista dizendo que foi orientado pelo delegado a negar a informação.
Por causa disso, Podval afirmou que quer ouvir Santos Neto para mostrar a forma como foram feitas as investigações e uma possível contradição no caso. O advogado defende que a polícia trabalhou para fechar "uma história que já estava pronta".Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
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