27 de Maio de 2012

O advogado Podval diz que há diferenças entre a certidão e o atestado de óbito de Isabella
Para o defensor de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Roberto Podval, a perícia trabalhou para fechar uma história que já estava pronta. O julgamento do casal está marcado para começar na próxima segunda-feira (22), no Fórum de Santana, zona norte da capital.
Segundo Podval, há diferenças importantes principalmente nas informações do atestado de óbito e a certidão de óbito, os dois documento foram produzidos pelo mesmo órgão o IML (Instituto Médico Legal). A necropsia afirma que a causa da morte da menina foi “asfixia mecânica por ação vulnerante de agente físico-mecânico e politraumatismo em ação contundente”, já a certidão óbito diz que a causa da morte é “indeterminada (aguarda exames complementares)”.
- A documentação foi feita para arrumar uma história que tava feita.
O maior desafio para o advogado é enfrentar um julgamento onde os réus já chegam condenados pela opinião pública. Podval espera que, no mínimo, conseguir mostrar como foi feito o trabalho da perícia. Uma das estratégias da defesa é justamente tentar desqualificar esse trabalho.
- Estamos tentando demonstrar que as provas trazidas não são honestas e não são corretas.
Desde a morte da menina, o casal afirma que uma terceira pessoa entrou no apartamento enquanto a madrasta e o pai estavam na garagem do prédio.
A acusação feita pelo promotor Francisco Cembranelli garante que não existe indícios que uma terceira pessoa esteve no local. A decisão de condenar ou absolver os Nardoni será dos sete jurados que participarão do julgamento.
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