Delegada responsável pela investigação vai ouvir, na próxima quarta-feira, colegas que ajudaram aluna durante tumulto
Fernando Gazzaneo, do R7
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A delegada responsável pela investigação do caso da estudante da Uniban hostilizada por usar um vestido curto, Angela Balarini, afirmou, nesta segunda-feira (16), que começará a tomar depoimentos de testemunhas nesta semana. Entre os convocados pela delegada, estão as amigas que teriam ajudado Geisy Arruda durante o tumulto, funcionários da Uniban e o coordenador do curso de turismo que tentaram conter os estudantes que agrediram a aluna.
Geisy deveria prestar seu primeiro depoimento na delegacia nesta segunda, mas, segundo o advogado dela, Nehemias de Melo, “outros compromissos surgiram e ela não vai comparecer”. Uma nova data ainda não foi marcada pela delegacia. Já as amigas de Geisy deverão ser ouvidas na próxima quarta-feira (18). Os inspetores e o coordenador do curso de turismo prestarão depoimento entre os dias 18 e 19, disse Angela Balarini.
A delegada responsável pela investigação do caso de Geisy solicitou na semana passada as imagens as câmeras de segurança do Uniban de São Bernardo do Campo para ajudar na identificação dos agressores. A pedido da defesa da estudante, foi também pedida a sindicância interna realizada pela faculdade. O material serviu como principal argumento para a expulsão da aluna de turismo, que acabou dias depois sendo revogada. Até o momento, segundo a delegada, a faculdade não entregou o material solicitado.
Segundo o advogado de Geisy, a polícia vai apurar a ocorrência de sete crimes contra ela: injúria, difamação, ameaça, constrangimento ilegal, cárcere privado, incitação ao crime e ato obsceno. Mas para a delegada, a princípio, é possível perceber apenas "o crime de difamação, que pode dar até um ano de prisão ou multa”.
- Tudo vai depender do depoimento prestado pela Geisy e pelas testemunhas, mas a princípio, vejo neste caso o crime de difamação.
Segundo Nehemias de Melo, Geisy não deverá voltar para a faculdade na companhia do senador Eduardo Suplicy (PT), que se propôs a acompanhá-la no retorno às aulas. Isto só acontecerá depois de um negociação com a faculdade. Os detalhes deste acordo não foram especificados pelo advogado "para não atrapalhar a negociação".