27 de Maio de 2012
Ele classificou ação de manifestantes, na noite da quinta-feira (17), como vandalismo
O diretor de operações do Metrô de São Paulo, Marcos Fioratti, disse, no final da manhã desta sexta-feira (18), que imagens captadas por cinco câmeras da estação Anhangabaú, na região central da capital paulista, serão entregues à polícia para que sejam presos os responsáveis pelo “quebra-quebra” ocorrido na estação na noite da quinta-feira (17).
No início da noite da quinta, uma manifestação do MPL (Movimento Passe Livre) contra o aumento da passagem de ônibus na cidade de São Paulo (que passou a custar R$ 3, desde 5 de janeiro) terminou em pancadaria na estação do Metrô, com troca de agressões entre manifestantes e a polícia.
O Comitê Contra Aumento de Tarifa afirmou em nota que pelo menos 20 estudantes ficaram feridos. Todos passaram pela Santa Casa e estavam com estilhaços de balas. Todos fizeram boletins de ocorrência em diferentes delegacias.
De acordo com a assessoria de imprensa do Metrô, o grupo tentou passar pelas catracas sem pagar. Contidos pelos guardas do local, eles teriam iniciado os danos à estação.
Oito agentes de segurança foram feridos. A ocorrência foi encaminhada para a Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano).
Fioratti classificou a ação dos manifestantes como “vandalismo”. Ele contou que a funcionários da estação Anhangabaú tiveram que ficar no trabalho até tarde para conseguir organizar em tempo de ser reaberto nesta sexta.
Outros tumultos
O aumento da passagem de ônibus em São Paulo ficou conhecido até mesmo em outros países. Na semana passada, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) foi recebido, em Paris, na França, por diversos estudantes com faixas de prostesto contra o aumenta da passagem. Na quinta-feira (10), cerca de 350 pessoas fizeram uma manifestação em frente à casa do prefeito. No protesto, foi feito um boneco parodiando o prefeito.
No dia 3 deste mês, cerca de 500 pessoas bloquearam a avenida Paulista, na região central da capital paulista, em protesto contra o novo preço da passagem. Após isso, eles seguiram para o prédio da prefeitura, no qual jogaram bexigas com tinta.
Em 18 de fevereiro, pelo menos dez pessoas ficaram feridas durante confronto ocorrido entre integrantes do MPL, a Guarda Civil Metropolitana e a Tropa de Choque da Polícia Militar na frente da prefeitura. Ao mesmo tempo, um grupo de manifestantes foi à Secretaria de Transportes.
Pelo menos 4.000 manifestantes também manifestaram contra o aumento da passagem, no dia 27 de janeiro, e realizaram uma marcha do Teatro Municipal até a Câmara dos Vereadores, no centro.
No dia 13 de janeiro, uma manifestação com cerca de 500 pessoas, também no centro, acabou com 26 detidos depois de violento confronto entre estudantes e a polícia. A segunda passeata, no dia 20 do mesmo mês, levou cerca de 2.000 pessoas para a Avenida Paulista.
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