Tiago Queiroz/Agência EstadoVeículos passam por ponto de alagamento na esquina das avenidas Rebouças e Henrique Schaumann durante chuvas da última terça-feira (5)
27 de Maio de 2012
Região central foi a mais atingida e previsão é de mais chuva nos próximos dias
A região da cidade de São Paulo mais atingida foi a central, seguida da zona norte, nas medições do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), órgão da prefeitura responsável por avaliar as possibilidades de alagamentos na cidade.
Relatório da Defesa Civil do Estado enumera que as chuvas dos últimos dias têm provocado transtornos tais como alagamentos, inundações, interrupção dos transportes e no fornecimento de energia elétrica. Só na última terça-feira (5) a chuva provocou 51 pontos de alagamento na cidade. Em alguns deles os motoristas não conseguiam atravessar – eles estavam intransitáveis.
O túnel Jânio Quadros alagou e o aeroporto de Congonhas (zona sul) fechou durante 50 minutos, das 20h44 às 21h34. A chuva forte também voltou a alagar o Jardim Romano, na zona leste de São Paulo. A região chove com enchentes desde o dia 8 de dezembro de 2009.
O cálculo do Inmet leva em conta o que choveu da 9h da última sexta-feira (1º) até às 9h desta quarta-feira (6). O meteorologista do instituto, Marcelo Schneider, informou que a maior parte dos 110 milímetros, 51,7 milímetros, atingiu a cidade de São Paulo entre 19h e 22h de terça-feira.
Ele explica que são três os motivos para as fortes chuvas na cidade de São Paulo no início deste ano. O primeiro está relacionado ao fenômeno El Niño no Pacífico equatorial – que provoca o aquecimento das águas - em atuação desde o segundo semestre de 2009, o que fez com as chuvas ficassem acima da média nas regiões Sul e Sudeste do país.O segundo está relacionado ao fato de as águas do oceano Atlântico estarem mais quentes do que a média junto à costa do Estado de São Paulo. Com isso existe aumento da evaporação das águas, e, com isso, a formação de mais chuvas. O terceiro motivo está relacionado à alta umidade do solo na região metropolitana, o que favorece a evaporação, que pode vir a provocar mais chuvas.
A medição do Inmet é feita no mirante do Santana (zona norte), uma estação de medição de chuvas. O cálculo é feito desde 1943 e, por ele, sabe-se que a média de chuvas para os meses de janeiro são de 258 milímetros. Oscilações para mais ou menos são comuns. Apesar disso, segundo Schneider, os 110 milímetros registrados entre o dia 1º deste ano e hoje chamam atenção. Como comparação, em janeiro de 2009 choveu 351,8 milímetros.
Região - Diferentemente do Inmet, o CGE mantém 31 estações de medições da chuva na cidade de São Paulo. Os dados coletados por essas estações mostram que a chuva atingiu mais as regiões norte e centro da cidade.
Em média, a região mais atingida pela chuva foi a do centro, com 122 milímetros. Na zona norte, ainda em média, choveu 106 milímetros. Como se trata de uma média algumas estações podem registrar mais chuvas, e outras, menos. Como exemplo a estação Consolação, no centro, onde choveu 187 milímetros. A localizada na Vila Maria (zona norte) teve 158 milímetros de chuva.
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