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27 de Maio de 2012

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publicado em 17/12/2009 às 11h58:

Problema em estação da Sabesp impede
escoamento de esgoto na zona leste de São Paulo

Funcionário disse ao R7 que ausência de equipamento “devolve” esgoto ao Jardim Romano

Clayton Freitas, do R7

Danos em uma estação elevatória da Sabesp (estatal de saneamento ligada ao governo do Estado de São Paulo), localizada no Jardim Romano (extremo da zona leste de São Paulo), impedem o bombeamento de esgoto acumulado nas ruas do bairro. Nesta quinta-feira (17), pelo nono dia seguido, os moradores enfrentam alagamento nas ruas.

Veja imagens das áreas alagadas

Por telefone, a assessoria de imprensa da Sabesp confirmou ao R7 que a estação elevatória estava com pane. A chuva também afetou a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) de São Miguel Paulista, também na zona leste. Por causa da pane, durante oito dias seguidos mais da metade de todo o esgoto que deveria ser tratado pela estação – algo como 400 litros por segundo – foi jogado sem tratamento adequado no rio Tietê. Por meio de nota, a Sabesp informou que a regularização total do sistema deve ocorrer nesta sexta-feira (18).

Mesmo se a estação elevatória estivesse funcionando – até por volta das 19h30 de quarta-feira (16) ela permanecia alagada, assim como várias casas da região –, os moradores não estariam livres das águas. Entretanto, ao menos, eles não enfrentariam o esgoto, que hoje não é bombeado pela estação elevatória para a ETE de São Miguel Paulista e permanece nas ruas do bairro.

Além do Jardim Romano, outros bairros, como o Jardim Helena, integram uma área maior chamada Jardim Pantanal. Todos ficam na várzea do rio Tietê e foram ocupados de forma desordenada e irregular. As áreas foram atingidas pela cheia do rio, provocada pelas fortes chuvas que ocorreram em São Paulo no início do mês de dezembro. Ao menos 2.700 moradores foram obrigados a deixar suas casas desde o dia 8 deste mês até a noite de segunda-feira (14). Os moradores encontraram até cobras na região alagada. 

Na avaliação do arquiteto e urbanista Pedro Taddei Neto, professor da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) da Universidade de São Paulo, os bairros da zona leste permaneciam alagados por causa da falta de drenagem na região e das ocupações irregulares.

Um funcionário da Sabesp disse ao R7 que todos os equipamentos da estação elevatória e da estação de tratamento de esgoto de São Miguel Paulista sofreram pane ao entrar em contato com as águas das chuvas. A informação foi confirmada por Ronaldo Delfino, integrante do conselho gestor da área de proteção ambiental da várzea do rio Tietê. Integrante do movimento de urbanização do Jardim Pantanal, ele disse que, na tarde da última segunda-feira (14), participou de uma reunião em que o assunto foi discutido.

- O rio Tietê está totalmente assoreado. Sem a estação elevatória, o esgoto volta todo para os moradores. A água que se acumula ali [nas ruas] é formada em parte por esgoto.

Essa informação é confirmada pelo técnico da Sabesp, que pediu que sua identidade não fosse divulgada temendo retaliações da estatal. Ele explica que a estação elevatória tem bombas hidráulicas e tanques que ajudam na captação de esgoto. Essa estação bombeia o esgoto até a estação de tratamento.

O técnico disse que o problema é maior e não se restringe apenas ao esgoto que não é drenado do Jardim Romano. Isso porque sem a estação de tratamento, tudo que é produzido e deveria ser tratado por São Miguel Paulista está sendo encaminhado in natura para o rio Tietê. E isso pode voltar às ruas do Jardim Romano em uma possível chuva forte.

A reportagem do R7 entrou em contato com a Sabesp por volta das 18h de terça-feira (15) e durante toda a quarta-feira (16). A reportagem encaminhou à estatal questões por e-mail, mas apenas parte delas foi respondida por volta das 19h30 da última quarta-feira. 

 


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