R7 - Notícias

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

24 de Outubro de 2014

Você está aqui: Página Inicial/Notícias/São Paulo/Notícias

Icone de São Paulo São Paulo

Arte/R7
publicado em 23/03/2010 às 06h03: atualizado em: 22/03/2010 às 20h20

Entenda como funciona um júri popular

Sete pessoas ligadas à comunidade onde o crime ocorreu julgam o caso

Do R7, com Fala Brasil

Começou na segunda-feira (22), no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, o julgamento de Alexandre Nardoni, de 31 anos, e Anna Carolina Jatobá, de 26 anos, acusados pela morte de Isabella. De acordo com a legislação brasileira, o júri popular está previsto para quatro crimes dolosos contra a vida: homicídio, auxílio-suicídio, infanticídio e aborto.

Veja a cobertura completa do julgamento do caso Isabella

No júri popular, pessoas ligadas à comunidade onde ocorreu o crime são recrutadas de uma lista do judiciário para julgar o caso. Normalmente, 25 pessoas são convocadas para formar um júri. A Justiça ordenou a convocação de 40 pessoas para o caso Isabella para evitar falta de quórum - é necessário que, ao menos, 15 pessoas compareçam no dia do julgamento.

Para se voluntariar a participar de um júri é preciso ser maior de 18 anos, não trabalhar na polícia ou no judiciário e não possuir antecedentes criminais.

No dia do julgamento, sete pessoas da lista de convocados são sorteadas para formar o júri. Conforme o nome é divulgado, defesa e acusação têm o direito de aceitar ou recusar aquela pessoa. Promotor e advogado podem recusar até três jurados cada.

Enquanto o caso for julgado, o júri dorme e come no fórum, não tem acesso a informações externas - não podem acessar internet e ler jornal ou revista - e só pode telefonar em caso de urgência. E, no momento da ligação, um oficial de justiça acompanha o jurado.

Os componentes do júri podem conversar entre si, mas são proibidos de discutir questões referentes ao caso que está sendo julgado. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo, um oficial de justiça acompanha os jurados o tempo todo e, se for comprovado que a incomunicabilidade deles foi quebrada, tanto a defesa quanto a promotoria podem pedir a anulação imediata do julgamento.

Depois dos depoimentos, da apresentação das provas e dos debates, os jurados votam, em uma sala secreta, se consideram os réus culpados ou inocentes. No caso de serem julgados culpados, é o juiz quem estipula a pena com base em um questionário respondido pelos jurados.

 

 

Veja Relacionados:  juri popular,caso,julgamento,isabella,nardoni
juri popular  caso  julgamento  isabella  nardoni 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping