Sérgio Neves/22.01.2009/AEMédico especialista em tratamento para casais com dificuldades em ter filhos está preso na cadeia de Tremembé, a 147 km de São Paulo
27 de Maio de 2012
Ele está preso desde agosto sob acusação de estuprar mulheres, a maioria ex-pacientes
A investigação, que começou em maio de 2008, foi inicialmente feita pelos promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e depois refeita pelos policiais da 1ª Delegacia da Mulher da capital. Para a polícia, as supostas vítimas disseram que o médico abusava delas enquanto elas ainda estavam sedadas. O relato mais antigo é de 1994 e há outros de 2005, 2006 e 2007.
Abdelmassih nega as acusações. Em janeiro de 2009, logo após a investigação ser divulgada pela imprensa, o médico declarou que o anestésico propofol, usado durante o tratamento, pode despertar alucinações com conotação sexual.
Em junho deste ano, a polícia conclui a investigação e acusa formalmente o médico. Dois meses depois a Justiça aceita a denúncia feita pelo Ministério Público e abre processo contra Abdelmassih. A prisão preventiva dele é decretada em 17 de agosto.
O Cremesp (Conselho Regional de Medicina) também passa a investigar o médico. No início de agosto, foram abertos 51 processos éticos para avaliar os métodos usados por Abdelmassih. Em setembro, o primeiro relatório apontou que o médico causou danos graves e irreparáveis às pacientes. O resgistro dele está suspenso desde 19 de agosto.
A defesa do médico já tentou pedir a liberdade dele por quatro vezes, mas a Justiça negou todas. Abdelmassih está preso na cadeia de Tremembé, a 147 km de São Paulo.
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